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Islamdem flag

Bandeira não-oficial da Democracia Islã, bastante utilizada pela internet por simpatizantes da ideologia

A Democracia Islâmica é ideológica política que acredita que os princípios democráticos podem ser juntar aos valores da religião islã e sua cultura.​ Foi originalmente popular por Karim Sharir, que em seu livro, ''Islamismo e Democracia'' de 1879, no qual afirmava que uma nação de maioria islâmica poderia ter instituições firmes e democráticas por meio de uma transição de poder podendo ser pela violência (revoltas populares ou revoluções) ou pacificamente.

Várias nações islâmicas possui governos considerados democráticos baseados na Democracia Islâmica e Liberal, sendo eles: Turquia, Palestina, Sudão e Iraque, onde os partidos democratas islâmicos assumem um papel semelhante ao dos partidos democratas-cristãos das nações ocidentais. Como citado no livro do Islamismo e Democracia, nações islâmicas podem ter transições de poder tanto por meio da violência (Iraque, Palestina e Turquia) quanto por meio pacífico (Pérsia, Marrocos e Sudão).

Aplicações[]

Mapa dos Indices de Democracia no Mundo Mulçumano (Universo 26)

África do Norte[]

A democracia liberal islâmica na região da África do Norte, que consiste nos países como Marrocos, Argélia, Líbia e Egito, nunca teve uma relevância significante. A explicação se dá por conta das ditaduras totalitárias longevas que ocorrem na região, o caso mais conhecido da família Gaddafi que governa a República Popular Socialista da Líbia (Ou Líbia) desde a Revolução de 1966. Os regimes ditatoriais tem aplicado estratégias para impedir o avanço da democracia islâmica durante a revolução árabe, a mais conhecida foi a falta do acesso da internet e o uso brutal das forças armadas, algo que no caso do Egito foi falho, mas não para Argélia, Omã, Kuwait e Arábia.

Por outro lado, a democracia islâmica na África do Norte tem se instalado unicamente em Marrocos, considerado, junto com Sudão e Palestina, como as maiores referências de sucesso da Revolução Árabe. Quando as manifestações se iniciaram em 12 de outubro de 2009, o governo do monarca, Maomé V, anunciou reformas políticas para o processo para a democracia marroquina. O processo durou 4 anos (2009-2013), terminando no estabelecimento oficial da Monarquia Constitucional Parlamentarista no Marrocos, fazendo do país o primeiro e até então único país de maioria islâmica a se tornar uma democracia. Apesar disso, Marrocos tem passado por retrocesso democrático desde que o Partido Istiqlal chegou ao poder, embora a volta de um regime autoritário é bem improvável graças ao forte multipartidarismo que impede que o partido faça uma mudança constitucional.

Albânia[]

Palestina[]

Sudão[]

Turquia[]

A Turquia, na época Império Otomano, foi a primeira nação de maioria mulçumana a experimentar a democracia islâmica, graças as reformas realizadas pelo sultão, Mamude III, que transformou o Império Otomano em uma verdadeira democracia liberal em meados da década de 1900. As reformas de Mamude fizeram com que novos partidos fossem fundados (incluindo os partidos democratas islãos) e uma constituição fosse estabelecida, apesar de ser criticada por democratas islãos que afirmava que a constituição ainda dava poder ao rei, como a questão militar. Devido isso, a Turquia sofreu leves crises políticas e o republicanismo acabou crescendo consideravelmente.

Atatürk Kemal

Mustafá Atartük, considerado como a maior referência da Democracia Islã

A Turquia acelerou os níveis de democracia a partir das reformas de Atärtuk nos anos 1920, que além de modernizar a sociedade turca, deu várias liberdades civis aos cidadãos turcos. As reformas de Atärtuk são altamente referenciadas pelos democratas islãos como um exemplo da Democracia Islã, visto que Atärtuk era um mulçumano que visava a democracia liberal em seu país que estava bastante atrasado em comparação aos países europeus no quesito de liberdades civis e políticos. Consequentemente, o Partido Popular Republicano, dominou quase que por completo a política turca, até a chegada do fascismo turco que acabou com a democracia turca com o autogolpe de 1934.

Após quase 65 anos de dois regimes autoritários, a Democracia Islã finalmente voltou na Turquia após a Revolução da Liberdade em 1994, que estabeleceu um governo provisório que estabeleceu a Constituição Turca de 1996. O primeiro governo democrata islão foi de Ahmet Soylu, do Partido da Turquia, considerado como um partido conservador e democrata islã.

Democratas-islãs notáveis[]

  • Ottomans Mustafá Atartük (1880-1930)
  • Ottomans Mohamed Fatha (1899-1985)
  • Ottomans Karim Sharir (1880-1960)
  • Flag of the greater egyptian sultanate by mobiyuz Anwar Muhammed (1893-1971)
  • Flag of Iraq (1991–2004) Fuat Madenoğlu (1910-1975)
  • Flag of National Resistance Front of Afghanistan Rashad Khriji (1931-2022)
  • Flag of Somaliland Muhammed Al Kalil (1934-2024)
  • Bandeira do Império Persa Atef Abu El Kom (1936-)
  • Flag of Palestine Sadam Mansour (1949-)
  • Proposed flag of Iraq (Coalition Provisional Authority, 2004) Salah Al-Bahmer (1952-)
  • Flag of the greater egyptian sultanate by mobiyuz Mohamed El-Katatni (1954-)
  • Flag of Kingdom of Sudan Ismail al-Hammer (1958-)
  • Flag of Iraq (1991–2004) Mohamed Hussein (1960-2005)
  • Bandeira da Argelia (Universo 26) Ahmet Soylu (1961-)
  • Flag of Albania Lea Dervishi (1967-)
  • Flag of Turkey Mehmet Davutoğlu (1970-)
  • Flag of Turkey Dritan Vidas (1977-)
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