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A Eleição de liderança do PSDB em 2025 ocorreu em 31 de agosto pelo primeiro turno, enquanto o segundo turno aconteceu em 6 de setembro. E eleição servia para substituir o atual líder e também premier, João Doria, que estava no cargo desde 2018. Aquiles Paraizo venceria a eleição no segundo turno, tomando posse como líder do PSDB em 7 de setembro e da UD em 9 de setembro com aprovação da assembleia do partido irmão do PSDB, o PDSB.
O ex-ministro da economia e cão liberal, Aquiles Paraizo, foi indicado como o favorito da eleição desde que se declarou como candidato, e era disparado o candidato não conservador mais forte da disputa. Enquanto Paraizo tinha enorme vantagem entre os cães liberais, os Tucanos Azuis do titular premier estavam divididos entre a governadora do Mato Grosso, Tereza Merkel e o ex-ministro, Jeremias Mitsotákis. Paraizo obteria 43% dos votos, enquanto Merkel ficou 28% e Mitsotákis ficaria fora do segundo turno com 23% dos votos.
O segundo turno da eleição (que não ocorria desde 2011), foi extremamente polarizado devido as divergências ideológicas dos dois candidatos, com Paraizo chamando Merkel de ''Farage do PSDB'' em uma entrevista à Rede Pavão. Como esperado, a eleição terminou com Paraizo vencendo por uma margem de 1.0%, Merkel só parabenizaria Aquiles algumas horas depois da confirmação, e Paraizo se tornaria líder da UD em 9 de setembro após a aprovação da Assembleia do PDSB.
Contexto[]
Liderança e gestão Doria (2018-2025)[]
O ex-ministro da economia e parlamentar busherista, João Doria, chegou na liderança do partido após a queda de popularidade do líder, Fernando Merson, que liderou o partido em seu pior resultado eleitoral até então. Ele venceu as eleições de liderança do PSDB em 2018, com 61% dos votos, derrotando o parlamentar, Rodrigo Tompense (aliado de Merson). Quando assumiu, Doria prometeu ''estabilidade e união sob algumas diferenças'', e disse que garantiria um cargo no ministério ao Rodrigo Tompense caso se tornar premier, o mesmo aceitou no dia seguinte.
Antes de se tornar premier, Doria era o líder da oposição diante do governo de Gleisor, que tinha o apoio do PTB. Em 12 de junho de 2018, houve um racha dentro do governo pessedista, que levou a saída do PTB de Chancers no governo, e ainda chamou de Gleisor de ''um traidor''. Doria aproveitou na situação e pressionou Gleisor a apoiar leis de interesse da União Democrata (UD), caso ao contrário, a UD votaria contra o governo na moção de confiança. Gleisor aceitou as exigências da UD, e assim Doria passou a praticamente controlar o governo de forma indireta já que o Gleisor naquela época não tinha tanta escapatória.
Com uma impopularidade de 18%, e sendo refém da UD, Gleisor enviou um pedido à presidente federa para dissolver o parlamento em fevereiro de 2019, marcando para o mês de maio. Após os resultados das eleições de 2019, Doria foi rapidamente eleito primeiro-ministro, após o imediato apoio de Gleisor ao novo governo, o mesmo prometeu incluir seu partido no governo do tucano.
Primeiro-Ministro, João Doria em seu gabinete no Palácio das Flores
Com Doria na liderança do governo, seu grande objetivo era acabar com a instabilidade econômica que o país vivia desde Teresa Marie. Ele nomeou Boris Nunes para ministro da economia, mas o mesmo renuncio meses por pedido do próprio premier, colocando Aquiles Paraizo. Doria foi guiado por Paraizo para gestar a situação econômico, diminuiu os gastos que prejudicaram a economia brasileira, mas usou um pouco o estado para propagar o emprego que estava em seu maior patamar em décadas. A recuperação só viria em 2020, e ele conseguiu ter confiança de praticamente todos os membros do partido. Doria também aumentou a energia não renovável no país, o que foi muito criticado por ambientalistas e resultou em protestos no todo país.
Nas eleições de 2023, o PSDB registrou uma pequena queda tanto do voto popular quanto pelos assentos, o que antes era 176 foi para 165 assentos. Apesar disso, Doria e o partido conseguiram manter a maioria governamental da Coalizão e o segundo governo foi formado em 1 de junho daquele ano.
Escândalos e Renúncia de Doria (2025)[]
Em 10 de março de 2025, percebendo o surgimento de novos partidos que poderiam futuramente ''atrapalhar a estabilidade do parlamento'', Doria iniciou uma emenda constitucional que colocasse até 2.5% a cláusula de barreira, impedindo partidos que recebessem menos do que isso de entrarem no Parlamento Nacional. A emenda gerou polêmica em ambos os lados, até mesmo dentro do governo, com o líder dos Liberais, Ricardo Höcke, chamando de ''absurdo'' que essa emenda foi pensada pelo governo, e em 18 de março, Höcke decidiu oficialmente sair da Coalizão Brasil temporariamente. Para piorar, a líder do PSD ameaçou sair também da Coalizão Brasil caso Doria continuasse a emenda, esse evento conseguiu pressionar de vez o governo de abandonar essa emenda em 15 de abril.
Em 3 de agosto de 2025, foi vazado um vídeo de câmera de segurança, o primeiro-ministro Doria tendo uma conversa com o líder do PIBR, Mário Cunha. Na conversa, Doria afirma que em caso de ''saída de mais membros'' (PSD e CON), pediria ao PIBR dar apoio ao governo, já que mesmo não sendo uma maioria, seria o suficiente para salvar de uma moção de confiança (que é necessário 260 para derrubar o governo). Ele também disse que poderia renovar a eleição para depois desmantelar a Coalizão Brasil e formar a ''Aliança Violetático'', já que a quantidade de assentos do PIBR e da UD juntos poderiam facilmente formar uma maioria segundo as últimas pesquisas. Rapidamente, o vídeo gerou um escândalo que abalou mais do que o anterior, e em 3 de agosto, a líder do PSD, Mariana Mortágua, ameaçou sair do governo se Doria não renunciasse ao cargo de líder e consequentemente premier. Para matar de vez, o ministro da economia, Aquiles Paraizo, anunciou sua renúncia e criticou Doria por ''desrespeitar o legado mínimo do partido''.
Em 8 de agosto, em uma comitiva de imprensa na frente do Palácio das Flores, Doria anunciou a sua então renúncia depois de 6 anos como primeiro-ministro, chamando a sua tal gestão de ''a mais estável desse século''.
Sistema de votação[]
As eleições de liderança são o processo eleitoral essencial para que qualquer partido brasileiro escolha seu líder, estando até previsto na Constituição de 1948, que cita que cada partido obrigatoriamente deve escolher seu líder por meio de primárias ''democráticas'' e não por escolha do líder titular.
O estatuto partidário do PSDB define que as eleições de liderança devem ocorrer no mínimo, 10 dias após a renúncia do líder, mas isso é usado em situações de emergência ou em uma crise interna pesada, como foi em 2018. Qualquer membro do partido que esteja em exercendo um cargo pode concorrer, mesmo não sendo membro do Parlamento Nacional, algo que difere das eleições de liderança do PTB, PSD e PC. Apenas membros do partido podem votar, como é previsto no estatuto do PSDB, e caso nenhum candidato obtiver 50%, haverá um segundo turno, isso não só tá no estatuto do partido como na constituição.
Candidatos[]
As inscrições das candidaturas das eleições de liderança foram abertas a partir de 7 de agosto, e foram fechadas no dia 13 conforme determinou a assembleia do partido. Entre os candidatos que se inscreveram, estavam:
| Candidato | Idade e naturalidade | Cargos ocupados | Facção | Data da Inscrição | Posicionamento e Política |
|---|---|---|---|---|---|
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26 de dezembro de 1984
(40 anos) |
Ministro da Economia (2019-2025)
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Cães Liberais | 7 de agosto de 2025 | Centro:
Antigo ministro da economia na gestão de Doria (2019-2025), Paraizo é sem dúvidas o principal centrista da eleição. Ele é simpatizante do incentivo maior do livre mercado e a globalização mundial. Como fez em sua gestão como ministro, apoia corte de juros para o bem incentivar o consumo e a riqueza nacional, e defende um aumento gradual da justiça social e políticas para conter o aumento das queimadas da Amazonia. Dentro dos Cães Liberais, é o mais sionista, a Judeia contra Marrcos durante a Guerra por Celta em 2023. É um forte defensor da União Americana e OTA, e quer aproximar ao máximo as relações entre Brasil e os países americanos. |
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8 de outubro de 1971
(53 anos) |
Ministro da Ministro da Tecnologia e Informação (2019-)
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Tucanos Azuis | 7 de agosto de 2025 | Centro-direita:
É o principal aliado de Doria, anunciando sua candidaduta na eleição logo após a renúncia do premier com objetivo de suceder ele. Mitsotákis defende a diminuição dos impostos e prioriza a diminuição de gastos públicos e a redução da dívida governamental em tempos de crises. Defende o equilíbrio da dependência energética no Brasil e acredita que rejeita veementemente a extinção da energia não-renovável, acreditando ser o maior tiro do pé da história do país. Amplamente pró-ocidental, apoia o papel do Brasil como líder do mundo ocidental e da OTA. É um crítico da Pérsia e considerou fortalecer sanções pelas violações de direitos humanos. |
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4 de maio de 1960
(65 anos) |
Governadora do Mato Grosso
(2010-) |
Tucanos Azuis | 9 de agosto de 2025 | Direita:
Governador do estado do Mato Grosso por 3 mandatos, Merkel é uma das mais proeminentes Busheristas, também é uma das tucanas mais direitistas do PSDB. É fortemente contra o aborto, a maconha e o uso de pronomes ''indesejados'' nas escolas, como fez no Mato Grosso. Apoia uma aproximação da UD com o PIBR, mas rejeita uma coalizão entre os dois. Defende a aproximação incondicional à Judeia, chamando de ''aliado judaico-cristão do Brasil''. É uma grande apoiadora da OTA como órgão para combater os inimigos do Brasil e promover a democracia, tanto que apoiou várias intervenções durante a Guerra ao Terror (2004-2014). |
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22 de março de 1974
(51 anos) |
Membro do Parlamento Regional de Alagoas (2010-) |
Cães Liberais | 10 de agosto de 2025 | Centro:
Um experiente parlamentar regional por Alagoas, Rubens é um crítico da liderança de Doria no partido, o maior entre os candidatos. Valoriza o livre mercado, muitas pautas cadistas, e criticou o fato do partido ter muitos conservadores, criticando Busher por esse fato. Criticou o governo Doria por ter apoiado Judeia no conflito. Em contrapartida, é um apoiador da União Americana chamado de ''maior invenção dos americanos''. |
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1 de julho de 1981
(44 anos) |
Membro do Parlamento Nacional
(2011-) |
Tucanos Azuis | 10 de agosto de 2025 | Direita:
É conhecido por ser um dos maiores defensores do agrarianismo brasileiro e do interesse aos proprietários de terras, sendo a razão por ter sido eleito e muito popular entre o eleitoral rural de Rondônia. Fora isso, é bastante liberal economicamente e conservador nos costumes, gerando algumas polêmicas por falas de piadas homofóbicas. |
Pesquisas[]

Debate[]
| Debates das Eleições Parlamentares do Brasil de 2023 | ||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Data e Localização | Emissora | Moderadores | Audiências | Participantes | ||||||||
| Participantes | ||||||||||||
| Paraizo | Merkel | Mitsotákis | Rubens | Katter | ||||||||
| 1 | 21 de agosto
Rio Branco |
TV Lobo | Benjamin Curion | 7,542,995 | P | P | P | P | P | |||
| 3 | 28 de agosto
Recife |
SRB | Kérsia Vitória | 12,492,669 | P | P | P | P | P | |||
Resultados[]
Os resultados das primárias são divulgados pelo Supremo Tribunal Nacional, apesar da organização para a eleição ser feita totalmente pela União Democrata.
Pelo primeiro turno, o ministro Paraizo, grande favorito dentro da ala mais liberal do partido, veio em vantagem de 15% dos votos sob a segunda colocada, Tereza Merkel que recebeu 28% dos votos. Merkel conseguiu ir pro segundo turno por uma diferença de quase 5% pelo terceiro colocado, Jeremias Mitsotákis, que era o principal aliado de Doria. Os candidatos pouco relevantes da disputa, Rubens e Katter, juntos obtiveram 4.7% dos votos.
Enquanto no primeiro turno Paraizo veio com vantagem extensiva, já pelo segundo devido aos votos estratégicos de Mitsotákis terem ido para Merkel, a eleição foi muito mais acirrada do que era prevista pelas pesquisas. Paraizo venceu a eleição com 50,5% dos votos, equivalendo a 2,588 milhões, enquanto Merkel recebeu 49.5%, que equivalia a 2,536 milhões, sendo essa a eleição de liderança mais acirrada da história do PSDB. Merkel só parabenizaria Aquiles algumas horas depois da confirmação, e Paraizo se tornaria líder da UD em 9 de setembro após a aprovação da Assembleia do PDSB.
| Candidatos | Primeiro Turno | Segundo Turno | |||
|---|---|---|---|---|---|
| Votos | % | Votos | % | ||
| Aquiles Paraizo | 2,364,917 | 43,9 / 100 |
2,588.051 | 50,5 / 100 | |
| Tereza Merkel | 1,507,115 | 28,0 / 100 |
2,536,833 | 49,5 / 100 | |
| Jeremias Mitsotákis | 1,260,520 | 23,4 / 100 |
|||
| Sócrates Rubens | 156,095 | 2,9 / 100 | |||
| Michel Katter | 96,906 | 1,8 / 100 | |||
| Total | 5,382,553 | 100% | 5,124,884 | 100% | |






