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Família Imperial do Brasil é a família que governa o Império do Brasil, juntamente com o parlamento brasileiro. Composta por parentes próximos do monarca do Brasil, que além de imperador é também o chefe da Casa Imperial.


A casa foi fundada com o casamento entre Dona Isabel I do Brasil, e o Príncipe-consorte Dom Gastão de Orléans, Conde d'Eu. A casa é reinante desde o ano de 1891, quando Dona Isabel assumiu o Trono e a Coroa do Brasil, após a morte de seu pai, Dom Pedro II do Brasil.

HistóriaEditar

Os dois filhos varões de Dom Pedro II morreram na infância. Assim, rapidamente a princesa Dona Isabel tornou-se a herdeira legítima de seu pai e, após a morte de seu segundo irmão, o príncipe Pedro, em 9 de janeiro de 1850, tornou-se Princesa Imperial do Brasil.

Desde o início dos anos 1860, a principal preocupação do imperador era encontrar maridos adequados para suas filhas. Seguindo o conselho de sua irmã, D. Francisca de Bragança, princesa de Joinville, o imperador finalmente escolheu dois netos do rei Luís I da França, Gastão de Orléans, Conde d'Eu e o príncipe Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, Duque de Saxe.

Os dois pretendentes chegaram juntos ao Rio de Janeiro em 2 de setembro de 1864, Gastão se casaria com a princesa Leopoldina de Bragança e Augusto com Isabel. O conde d'Eu foi imediatamente promovido a marechal do Exército Brasileiro e o duque de Saxe a almirante da Armada Imperial Brasileira. As duas princesas foram livres para escolher seus maridos. Gastão finalmente se casou com a herdeira do Brasil. Portanto, não seria a casa de Saxe-Coburgo-Gota que iria governar o Brasil, mas a de Orléans.

O casamento da princesa imperial do Brasil com Gastão de Orléans foi comemorado em 15 de outubro de 1864, é o nascimento da casa brasileira de Orleáns, que será chamada casa de Orléans e Bragança. Príncipe francês por nascimento, Gastão renuncia aos seus direitos dinásticos franceses da linha orleanista. A sustentabilidade da nova dinastia é assegurada pelo nascimento em 1875 de um filho, Pedro, titulado príncipe do Grão-Pará como filho mais velho da princesa imperial.

Renúncia de Pedro de AlcântaraEditar

Em 30 de outubro de 1908, Pedro de Alcântara assinou um documento em que renuncia a si e a seus descendentes aos direitos sucessórios do trono. Tal documento foi redigido por exigência de sua mãe, D. Isabel I do Brasil, então Imperatriz do Brasil e Chefe da Casa Imperial, por não aceitar que Pedro de Alcântara, então Príncipe Imperial, se casasse com Elisabeth Dobrzensky de Dobrzenicz, a qual considerava de nobreza menor, haja vista que seu pai teria sido o primeiro a ser titulado conde, e os seus antecedentes haviam sido até então barões. 

Na época as regras da Casa Imperial do Brasil eram extremamente rígidas com releção ao casamento. Os membros - em especial aqueles da linhagem direta de sucessão ao Trono - não poderiam se casar com pessoas que não pertencessem à casas dinásticas, tampouco que fossem divorciadas ou não pertencessem a religião Católica Apostólica Romana. 

No ano de 1953, durante o reinado do imperador Dom Pedro III do Brasil, como Chefe da Casa Imperial, o imperador auterou as regras do casamento para a Família Imperial, tornando-as muito mais brandas. A partir de então, não era mais necessário que os pretendentes de membros da Dinastia Brasileira fossem católicos, nobres ou membros da realeza, além de ser autorizado o casamento com um divorciado, com o consentimento do Chefe da Família Imperial. Essas regras vigoram até hoje.

MembrosEditar

Está é a lista da linhagem principal da Família Imperial do Brasil:

  • S.M.I. D. Luís II do Brasil, Imperador  
  • S.M.I. Dona Josefa da Prússia, Imperatriz-consorte


  • S.A.I.R. D. Francisco Leonardo (falecido)


  • S.A.I.R. D. Adelson Júlio, Príncipe de Orléans e Bragança e Duque de Bragança
  • S.A.R. Dona Juliana de Abrantes, Duquesa de Bragança
  1. S.A.I. D. Lucas Felipe, Marquês de São Cristóvão
  2. S.A.I. D. Davi Afonso, Príncipe do Brasil


  • S.A.I.R. Dona Ilza Helena, Princesa Imperial do Brasil e Duquesa do Ipiranga
  • S.A.R. D. Eduardo Sant'Anna, Duque do Ipiranga
  1. S.A.I.R. D. Gabriel Augusto, Príncipe do Grão-Pará


  • S.A.I. D. Bertrand Maria, Duque de Vassouras
  • S.A.R. Dona Benedita da Dinamarca, Duquesa de Vassouras
  1. S.A.R. D. Gustavo, Visconde da Cisplatina

         S.A.R. Dona Carina Penha, Viscondessa da Cisplatina


  • S.A.I. D. Eudes Maria, Duque de Laranjeiras
  • Dona Ana Maria de Moraes e Barros. Duquesa de Laranjeiras
  1. S.A.R. D. Luiz Phillipe, Barão de Vassouras

 S.A.R. Dona Fernanda Miguita, Baronesa de Vasouras

  1. S.A.R. Dona Maria Antônia, Princesa do Brasil
  2. S.A.R. Dona Ana Luiza, Princesa do Brasil
  3. S.A.R. Dona Maria Francisca, Princesa do Brasil


Linhagem secundáriaEditar

  • S.A.I. D. Antônio João, Duque de Bragança e Ligne
  • S.A.R. Dona Cristina de Ligne, Duquesa de Bragança e Ligne
  1. S.A.R. D. Rafael Antônio, Marquês de Pascoal
  2. S.A.R. Dona Maria Gabriela, Condessa do Rio de Janeiro 


  • S.A.I. Dona Eleonora Maria, Marquesa de Ouro Preto
  • S.A.R. D. Miguel de Ligne, Marquês de Ouro Preto
  1. S.A.R. D. Henrique Antônio, Príncipe de Ligne


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