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Força Aérea Imperial Brasileira

País

Império do Brasil

Subordinação

Ministério de Defesa

Sigla

FAB

Criação

1915

Lema

Mesmo que acima do céu

Guerras

Primeira Guerra Mundial (1914-1918)

Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

Guerra Agentino-Brasileira (1947-1949)

Primeira Guerra do Terror (1999)

Guerra da Coréia (1950-1953)

Guerra do Golfo (1990-1991)

Guerra Argentino-Brasileira (1977-1978)

Segunda Guerra do Terror (2007)

Missões da ONU (1960-atualidade)

Efetivo

220.454 militares

Comandante Supremo

Imperador D. Antônio I do Brasil

Secretário de Defesa

General-de-Exército Antônio Carlos de Souza Fischer

Comando da Aeronáutica

Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato

Força Aérea Imperial Brasileira (FAB), ou Força Aérea do Brasil, é o ramo aéreo das Forças Armadas do Brasil e um dos três serviços uniformizados nacionais. A FAB foi formada quando os ramos aéreos do Exército e da Marinha foram fundidos em uma força militar única. Ambos os ramos de ar transferiram seus equipamentos, instalações e pessoal para a nova força armada.

Formalmente, o Ministério da Aeronáutica foi fundado em 10 de abril de 1915 e o seu ramo militar foi chamado "Forças Aéreas Nacionais", alterado para "Força Aérea Imperial Brasileira" (FAB) em 22 de maio daquele ano. Os ramos aéreos do Exército ("Aviação Militar") e da Marinha ("Aviação Naval") foram extintos e todo o pessoal, aeronaves, instalações e outros equipamentos relacionados foram transferidos para a FAB.

A FAB obteve seu batismo de fogo durante a Primeira Guerra Mundial participando da guerra antissubmarino no Atlântico e, na Europa, como integrante da Força Expedicionária Brasileira que lutou ao lado dos Aliados na frente Francesa.

De acordo com o Flight International e do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, a FAB tem uma força ativa de 220.454 militares e opera em torno de 2500 aeronaves, sendo a maior força aérea do hemisfério sul e a terceira no mundo, após a Força Aérea dos Estados Unidos e da Rússia.

História Editar

Origem Editar

Força Aérea Imperial Brasileira a primeira e mais antiga força aérea independente do mundo, foi criada em 10 de Abril de 1915, através do Decreto Constitucional 2.373. Sua criação se deveu ao inicio da Primeira Guerra Mundial e tinha como função fornecer suporte aéreo às tropas brasileiras que lutaram na Europa entre os anos de 1914 e 1918. Porém suas origens remetem à Grande Guerra Anglo-Brasílica, onde tanto o Exército quanto a Marinha, usaram balões para observação no campo de batalha e protótipos de dirigíveis bombardeiros à vela, sendo Brasil o primeiro pais do mundo a utilizar artefatos aeronáuticos no campo de batalha.

O uso de veículos aéreos na guerra, porém, não se disseminaria até o início do século XX. Os avanços na construção de dirigíveis e, posteriormente, a invenção do primeiro avião em 1902 por Alberto Santos Dumont, no Guarujá, tornariam a Aeronáutica um ramo do conhecimento de grande interesse para os militares. Tal interesse leva à criação em 1908 da "Aviação Militar" do Exército Brasileiro, a primeira força militar de aviação do mundo, e em 1909 da "Aviação Naval" da Marinha do Brasil, as chamadas Forças-do-Ar.

Com o maior desenvolvimento da tecnologia aeronáutica, e a necessidade de uma maior independência das tropas aéreas, o Decreto 2.373 de 10 de abril de 1915 que desvincula as Forças-do-Ar de suas respectivas armas e cria uma nova, a Força Aérea Imperial Brasileira (FAB).

Criação Editar

Porém antes mesmo da criação da FAB já havia por parte da grande maioria dos aviadores militares brasileiros o desejo se se criar uma nova força militar que fosse independente da Marinha e do Exército. O primeiro manifesto público para criar um serviço aéreo militar independente surgiu em 1911, quando o Major do exército Francisco Amorim, levou a Cúpula Militar das Forças Armadas (Exército e Marinha), um projeto de criação de uma força militar aérea independente, que seria a primeira do mundo.

Um dos principais defensores do plano para criar uma força aérea independente foi o então Primeiro-ministro Lorenzo Miguel, que organizou um grupo de estudos no início de 1914 e toda a estrutura do Ministério da Aeronáutica foi criada no final desse ano. Esta nova agência governamental era a responsável por todos os aspectos da aviação civil e militar, incluindo regulação, infraestrutura e organização.

Seu primeiro comandante foi o Vice-Almirante Romeu da Costa Cunha que comandava a Aviação Naval da Marinha. Tendo o mesmo sido nomeado para tal função no dia 09 de abril de 1915 e transferido para a nova FAB onde foi promovido ao recém criado posto de General-Brigadeiro do Ar e teve como uma de suas primeiras funções como comandante da nova arma a de organizar a nova força militar e preparar os pilotos militares brasileiros para atuar na guerra da Europa.

No dia 05 de maio de 1915 a então Escola de Aviação do Exército localizada no Campo dos Afonsos na cidade do Rio de Janeiro foi transformada na Imperial Academia da Aeronáutica (IAFA). Um dos maiores desafios enfrentados pelo General-Brigadeiro Romeu na organização da nova arma e a transforma-la em uma força militar com capacidade ofensiva, pois tanto a Aviação Militar, do Exército, e a Aviação Naval, da Marinha, que eram consideradas unidades auxiliares de suas forças, possuindo em sua maioria de aeronaves de observação, no exército e de patrulha na marinha. A capacidade ofensiva destas unidades aéreas era bastante restrita, sendo que apenas o Aviação Militar tinha aeronaves capazes de realizar missões de bombardeio, ainda que em pequena quantidade, não dispondo nenhuma das forças de aeronaves de caça.

Por esse motivo foi solicitada a empresa Dumont Aviação a construção de uma aeronave de caça e de novas aeronaves de bombardeiro e observação, e a Fabrica de Munições e Material Bélico a construção de armas e munições que pudessem ser utilizada nas novas aeronaves

Foram criadas as Brigadas Aéreas. Cada brigada seria composta por três Grupos sendo; um Grupo de caça, um Grupo de bombardeio e um Grupo de reconhecimento e observação, posteriormente ao longo da guerra foram criados os Grupo de transporte. Ao longo da guerra foram enviadas sete brigadas aéreas para Europa, e uma para África.

Foram desenvolvidos pela Dumont Aviação o bombardeio D-1 Tucano, o caça D-2 Grifo e o avião de observação de reconhecimento D-3 Olheiro que foram os primeiros aviões a serem utilizados em combate pela FAB.

1° Guerra Mundial Editar

Os primeiros pilotos e aviões de combate da 1ª Brigada Aérea desembarcaram no porto de Marselha juntamente com as tropas do 2º Corpo Expedicionário Brasileiro no dia 05 de janeiro de 1916 e em 15 de Janeiro do mesmo ano os coronéis Claudio Siqueira e José Lindoso realizaram o primeiro voo na zona de combate, fazendo observações de alvos para a artilharia do 1º Corpo do Exercito. Porém a primeira atuação em combate da FAB se deu na manhã dia 16 de janeiro quando cinco aviões D-1 realizaram um bombardeiro a posições do exercito alemão em Verdum. Neste mesmo dia ocorreu o primeiro combate aéreo entre a FAB e a Luftwaffe, a Força Aérea Alemã, quando quatro caças D-2 decolaram para interceptar um um avião de observação alemão acompanhado por caças de escolta. Neste combate três caças alemães mais o avião de observação foram derrubados pelos pilotos brasileiros.

O primeiro piloto brasileiro a ser considerado um Ás, ou seja, ter mais de 5 vitorias aéreas, foi o então Capitão-aviador Rômulo Neto que entre os anos de 1916 e 1917 derrubou um total de 77 aeronaves inimigas sendo considerado o segundo maior Ás do conflito atrás apenas de Manfred von Richthofen, o Barão Vermelho. Por tal façanha foi alcunhado pelos brasileiros de o Barão Branco, que fazia alusão a aeronave usada por ele. Até o final do conflito outros vinte e três pilotos brasileiros foram considerados ases, entre os quais podemos destacar o Tenente-Coronel Carlos Magno, com 41 vitórias, o Coronel depois promovido a Brigadeiro, Claudio Siqueira, com 42 vitórias e o Major Oswaldo Trindade com 45 vitórias.

A FAB foi a única força aérea a atuar na África durante o conflito quando 10ª Brigada Aérea foi enviada para aquele continente, com parte da brigada sendo enviada a então colônia de Angola e a outra parte enviada para a colônia de Moçambique como parte da Força Expedicionária Brasileira que foi enviada àquelas colônias para combater as tropas do general alemão Von Lettow-Vorbeck

Pós-Guerra Editar

O período entre guerras foi para a FAB de grande importância, pois se consolidou todo conhecimento apreendido nos campos de batalha da Europa. Também foi um período de relativa paz com o FAB atuando apenas em pequenos conflitos coloniais e disputas fronteiriças.

Em 1920 a FAB passou por sua primeira grande reorganização. As brigadas aéreas foram extintas e em seu lugar foram criados o Comando de Caças e o Comando de Bombardeiros e posteriormente em 1921 foi criado o Comando de Transportes e o Comando Costeiro (este transferido para a Marinha em 1930), todos eles subordinados diretamente ao Estado-Maior das Força Aérea Imperial Brasileira.

2° GUERRA MUNDIAL

Neste período houve uma disputa entre a Marinha e a Força Aérea, a Marinha queria voltar a operar Aviões, já que eles tinha um plano para o seu primeiro porta-aviões No início da Segunda Guerra Mundial, a disputa terminou com a vitoria da Marinha Imperial.

Mas a Aviação de Dumont que fabricava seus Aviões faliu após um Incêndio, mas se recuperou aos poucos sob a forma da Embraer em 1954.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e com a entrada do Império do Brasil em Maio de 1942, e após a criação da F.E.B. em Agosto daquele mesmo ano a FAB foi enviada rapidamente para combater no Norte da Africa em Dezembro (Mês em que a FEB combateu pela prieira vez) daquele mesmo ano onde enfrentou os Alemães BF 109, os JU87 Stuka, o BF110, os Italianos Fiat G.50, G.55, C.202 e C.205, mais tarde mostraria uma forte presença na Sicília, Itália continental e noroeste europeu

a ofensiva mais famosa da FAB está na Alemanha, Munique em 1945 quando eles destruiram um destacamento de jatos ME262 na cidade.

A FAB NA CORÉIA

A FAB mostrou grande Presença durante a Guerra da Coréia de 1950-1953 Quando foi criado a Divisão Expedicionária Conjunta Colombo-Brasileira (DECCB), formada por 15.000 Brasileiros e 10.000 Colombianos onde a FAB Enviou 36 Gloster Meteor e 32 T-33, participando de 26 DogFights e fazendo 40 surtidas em Bombardeios. Brasileiro que foi um Às nessa Guerra foi o Tenente Gabrien Dorian do Brasil e de toda DECCB, tendo derrubado 44 Aeronaves e feito bem sucedidos 28 Bombardeios, Assim Recebendo a Medalha da Asa de Ferro (Maior Condecoração da Força Aérea Real Brasileira) e a Cruz Caxias (Maior Condecoração militar do Império).

O PILOTO MAIS LETAL DA FAB

O piloto mais letal da FAB, Foi o Barão Branco Rômulo Neto da Primeira Guerra mundial tendo Recebido a Cruz Caxias, o primeiro piloto a receber essa cruz

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