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Frente Democrática Unida
Linha do tempo: Rubro Lampejo da Aurora


Frente Democrática Unida
Logo da Frente Democrática Unida

Presidente Antônio Carlos Magalhães (1978–1982)
Sérgio Guerra (2000–2003)
Porta-voz Tancredo Neves (1978–1985)
Germano Rigotto (2002–2003)
Fundação 11 de agosto de 1978
Extinção 24 de julho de 2003
Ideologia Terceira via
Facções:
Social democracia
Conservadorismo social
Trabalhismo
Nacionalismo
Espectro político Sincretismo
Sucessor Partido Trabalhista Brasileiro (1988)
Fórum Nacionalista Liberal (1995)
Partido da Democracia Unida
Partido Republicano Democrático
Sede São Paulo, SP
Ala jovem Juventude Libertadora
Publicação Os Democratas
Afiliação internacional Internacional Democrata Centrista
Cores oficiais Azul e branco
Membros 1,214,984 (2003 est.)

A Frente Democrática Unida (FDU) foi um partido político brasileiro fundado em 1978 criado para abrigar a oposição congressista ao Partido Comunista Brasileiro, assim como parte da abertura política promovida pelo Politburo. Foi o único partido legal além do PCB a operar no país até a adoção do multipartidarismo, por onde diversos partidos se separaram do partido original. Seus eleitores eram chamados de "fredunistas", e apelidados pejorativamente de "frentistas".

Por mais que tivesse adesão popular, o partido era mesmo limitado pelos comunistas que reservavam as vagas no Congresso Nacional para a oposição de forma que não formassem uma maioria, como por exemplo no Senado, onde 1/3 das cadeiras eram destinadas para a FDU. Por seu sincretismo ideológico, também haviam diversas facções dentro da Frente. Em todo o caso, a partir dos anos 80, como parte da política de abertura do PCB, a Frente Democrática ganhava mais espaço com o tempo, até a adesão ao multipartidarismo e a formação de uma coalizão entre o PCB, a FDU, e diversos partidos que fariam a transição do país desde o socialismo ao modelo liberal democrático, o que eventualmente foi realizado.

Na eleição de 1992 obteve seu maior resultado e até agora seu único êxito presidencial, o ex-presidente Mário Covas. Durante os anos 90, a FDU tornou-se hegemônica no Congresso Nacional, mas acabaria perdendo espaço após a ascensão de Chico Mendes à cadeira presidencial e ao cisma com sua facção mais conservadora que formaria o Fórum Nacionalista Liberal. Devido à brigas e rupturas internas, a FDU acabaria se dividindo entre o Partido da Democracia Unida (seu sucessor legal, segundo o TSE), liderado pela ala mais social democrata, e o Partido Republicano Democrático, liderado pelas alas mais relacionadas à direita tradicional do país.

Histórias

Alas

No geral, a Frente Democrática Unida desde sua fundação até meados de 1990, com a cisão com o Fórum Nacionalista Liberal, abrigou políticos de diversos lados do espectro político, desde a esquerda trabalhista até setores da direita tradicional brasileira. Categoricamente, a FDU era dividida em quatro alas, que em parte ocasionavam no problema do fortalecimento de uma oposição coesa contra o regime socialista, desde que os trabalhistas e sociais-democratas frequentemente votavam em medidas de seguridade social juntamente aos governistas.

Trabalhistas

Inicialmente integrantes do Partido Comunista Brasileiro no início, ao efetivar a hegemonia do partido, os trabalhistas se tornaram uma oposição dentro do próprio PCB no Congresso. Geralmente, acabavam ou sendo expurgados, ou simplesmente renunciando ao partido, apesar de manterem uma atividade política ativa durante os anos unipartidários. A ala trabalhista voltaria a ativa no Congresso com a criação da FDU como um partido de oposição controlado, considerados como uma ala pragmática dentro da Frente, sendo eles os maiores mobilizadores do partido dentre a população.

Apesar de nunca terem algum cargo de destaque, do contrário dos sociais-democratas e dos conservadores, os trabalhistas conseguiram diversas exceções como o próprio Leonel Brizola na Guanabara e com Jader Barbalho no Pará. A facção dos trabalhistas iria por fim diminuir fortemente com o fim do bipartidarismo, por onde Brizola e seus colegas refundaram o Partido Trabalhista Brasileiro.

Sociais-democratas

A maior facção da Frente Democrática Unida, seus líderes eram considerados o futuro presidente Mário Covas, o governador Franco Montoro e o senador Pompeu de Sousa. Os sociais-democratas geralmente defendiam a diminuição da presença do Estado na economia, a manutenção dos programas sociais, e o incentivo de investimento estrangeiro na economia brasileira. Suas maiores presenças eram em São Paulo, Minas Gerais, Ceará e os estados da região Sul do Brasil. Durante o governo de Covas, controlavam boa parte dos ministérios, em especial os das Indústrias, Fazenda e Comércio, Educação e Comunicações.

Embora terem a maior facção, os sociais-democratas tinham como principais rivais na competição ao controle do partido os conservadores, além dos trabalhistas, considerados pragmáticos, e os democratas cristãos. Apesar disso, os sociais-democratas mantiveram a hegemonia do partido até o final de sua vida, quando o partido foi dividido em dois lados, criando o Partido da Democracia Unida.

Democratas cristãos

Conservadores

Ideologia

Organização

História eleitoral

Eleições presidenciais

Ano Candidato a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação Votos Posição
1979 Tancredo Neves Antônio Carlos Magalhães
1982 Jader Barbalho Orestes Quércia
1987 Ulysses Guimarães José Sarney
1992 Mário Covas Itamar Franco FDU, PDC, FV, PLB 40.329.562
1996 FDU, PLB 36.941.368
2000 Tasso Jereissati Francisco Dornelles FDU, PLB, PRN 29.235.489

Eleições legislativas

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