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Genocídio de Zambia
Cranios-de-vitimas-de-massacre-na-provincia-de-nyamata-sao-exibidos-em-memorial

Crânios das vítimas do Genocídio localizadas
no Museu do Memorial
Local Bandeira da Zambia (Universo 26) Zambia
Período 1977-1985
Vítimas: Negros Zambianos
  • Bantus
Tipo de agressão: Assassinato em massa
Genocídio
Limpeza étnica
Número de vítimas: Entre 2 a 3 milhões de pessoas
Motivo: Racismo, Eugenia e assimilação
cultural e racial
Responsáveis Bandeira de Zambia (1976-1997) (Universo 26) Governo da Zambia
  • Gabinete Presidencial
  • Ministério de Limpeza
  • Forças Armadas de Defesa
    Secreta

O Genocídio de Zambia foi um evento marcante na história do país que aconteceu após a Independência do país sobPortugal em 1976, onde o governo zambiano sob as ordens de Jameson Alcantara, iniciou uma forte política de limpeza étnica no país inspirado nas políticas zanistas na África (embora Alcantara nunca tenha sido simpático ao zanismo), exterminando mais de 80% da população do país de etnia negra, fazendo desse genocídio o pior da história na África desde o Genocídio na África Francesa.

Apesar da Independência do país em 1976, Zambia ainda era governada por um presidente da minoria branca, Jameson Alcântara que rapidamente anulou as eleições democrática que viriam a ser iniciadas no ano seguinte (1977). Entre meados de 1976 até 1980, Alcântara construiu diversos campos de concentração e usando como um local de trabalho forçado e extermínio para pessoas de cor negra, tudo isso de forma secreta para não manchar tragicamente o governo Zambiano. Cada campo de concentração abrigava cerca de 10,000 pessoas, e a gigantesca parte se localizavam no interior do país, nas partes mais insoladas e rurais do país. Enquanto esses campos estavam em ativa, o governo investia pesadamente na infraestrutura, indústria e na imigração de imigrantes brancos, com o objetivo de ''embranquecer'' a população, o que, acabou por outro lado dando certo pelo fato da população branca ter crescido de 18% (em 1980) para 66% (em 1988).

O extermínio acabou em 1985, quando ongs de direitos humanos acabaram por descobrir as atrocidades cometidas pelo regime e rapidamente espalhou para o mundo inteiro. Mais de 2,200,000 africanos não-brancos foram mortos, representando mais de 60% da pequena população zambiana naquela época. Alcântara fugiu para outro regime segregacionista de Orange, mas foi preso durante a Guerra de Orange. Foi julgado por crimes contra a humanidade, no qual acabou sendo condenado por pena de morte em 1986, por fuzilamento.

História[]

Independência e o Inicio das políticas de Alcântara[]

Ian Smith 1950s

Jameson de Alcântara

Assim como diversas outras colônias portuguesas na época, Zambia avia iniciado seu processo de independência aceito tanto pelo governo de Zambia quanto pela coroa portuguesa e assim o país de forma pacífica conseguiu seus status de independência. Apesar disso, o Governador-colonial, Jameson de Alcântara do país se recusou a renunciar ao cargo e por conta disso acabou de forma pressionada pelos companheiros de elite do país para ser o presidente do país.

Dias após sua ascensão como presidente, Alcântara rapidamente fechou o parlamento local e no dia seguinte expulsou e prendeu negros do exército, iniciando logo ali o processo da política branqueamento da população. Além dessas políticas, Alcântara estabeleceu uma lei marcial em todo país e tentou ao máximo não expor isso as mídias internacionais, chegando até fechar as fronteiras por completo. As fronteiras só seriam abertas a partir de 1980 com o inicio da imigração no país.

Em 19 de janeiro de 1977, Alcântara iniciou a construção de 200 campos de ''reeducação'' como dizia-o. Em seguida, iniciou uma forte propaganda que os campos de reeducação eram usados para ''educar aqueles cidadãos mal intencionados'' e logo depois exibiam imagens falsas de que o campo era altamente seguro e atrativo para aqueles que iriam ser mandados para lá. Todos os 200 campos de concentração foram finalizados em dezembro de 1980 e apesar do andamento da construção, vários campos começaram a ser usados, oficialmente mais de 20,000 pessoas foram extraditadas pelos campos só naquele ano.

O Extermínio e a substituição cultural (1977-1985)[]

Campo-de-dachau

Campo de Chipata em 1980

Alcântara desde sua presidência pretendia não só estabelecer um regime segregacionista com a separação dos brancos para os negros (como ocorria na África Unida), mas sim um governo que exterminasse a população negra e incentivasse a imigração de brancos para o país, para assim, ''substituir'' a população e cultura do país. A política descrita como ''Alcântarismo'' começou em 1980, inicialmente com a extradição de presos e criminosos. No ano seguinte em 1978, foi iniciada exterminação dos presos dentro dos campos, sendo no total 20,000 mortos naquele ano como registrado no boletim do governo.

Trabalhadores Zimbabuanos mortos

Corpos de Zambianos mortos perto de um campo de extermínio em meados de 1979

Entre 1978 a 1980, o governo já havia pegado mais de 500,000 pessoas para os campos de concentração e matado 90% dos que haviam sido colocados. De acordo com a política, Crianças e Idosos eram mortos antes de mesmo de irem trabalhar, enquanto mulheres eram abusadas e torturadas pelos guardas, como documentadas pelas ong que vasculharam os campos na época. Nos anos seguinte, o número de mortos viria para 1,000,000, conseguindo exterminar assim mais de 50% (metade) da população do país, algo nunca feito em um país africano. Em 1982, negros que se revoltaram com a política iniciaram uma rebelião para assim a libertação das pessoas presas nos campos, essa rebelião rapidamente foi exterminada pelo governo central, com todos os membros sendo mortos. O Campo de Chipata, o mais brutal e violento recebeu entre 1980 a 1984 mais de 300,000 pessoas e todas delas foram mortas por tiro e quase a metade por falta de alimentos ou medicamentos.

Com o crescimento absurdo de povos negros sendo exterminadas, o governo iniciou a sua segunda etapa para o embranquecimento da população: a Imigração. Graças aos trabalhos forçadíssimos, o governo conseguiu ter diversos produtos necessários para a construção de rodovias e prédios, bem como também o aumento da produção havia subido muito. Entre 1979 a 1982, cerca de 2,000 prédios de moradias foram construídos só na capital de Lusaka. Alcântara também iniciou as eleições livres no país, uma estratégia de ''fachada'' para atrair os imigrantes. Entre 1980 a 1984, cerca de 300,000 imigrantes brancos (57% portugueses) chegaram pelo país e logo, e com a imigração o governo aumentou bastante o estado de bem-estar social apenas para os habitantes brancos, conseguindo atrair mais ainda pessoas brancas para o país.

A exterminação da raça negra durante o genocídio significou uma gigantesca mudança cultural e racial, resultando em uma queda de 50% da população, que em 1977 representava mais de 80% da população de Zambia. Em 1980, em um documento sobre população zambiana, a população branca representava mais 50% do país, enquanto a população negra chegava a 40%, esse número viria diminuir tragicamente nos próximos anos, sendo esse o ''auge da raça branca'' em 1984 quando ela representava mais de 63,3%.

Descoberta e o Fim (1985)[]

Com a liberalização do país, ongs começaram estarem iniciar suas atividades, chegando em Zambia a partir de 1985. O governo tentou impedir qualquer tipo de ong a entrar no país, mas por pressão internacional e possíveis sanções contra o país, o presidente Alcântara acabou por deixa-los passar. Em agosto de 1985, cerca de 500 pessoas começaram a trabalhar pelo país, estudando e verificando algum rastro de crimes contra humanidade, rapidamente, as pessoas conseguiram achar os campos de concentração e ver diversos corpos de concentração com corpos cremados pelo chão como uma forma de desfaçamento.

Após a descoberta, fotos e até vídeos foram registrados mostrando a situação dos presos, e rapidamente divulgando pelo mundo. No dia seguinte, mais de 50 campos foram encontrados pelas ongs e se iniciou o gigantesco escândalo internacional. Com a descoberta, os campos de forma imediato terminaram as suas atividades, e em 8 de julho, cerca de 174,000 prisioneiros foram libertados dos campos.

A divulgação[]

International Politics - Rhodesia - London - 1965

O Presidente Alcântara tentando fugir do país em 8 de outubro de 1985

A divulgação do Genocídio e dos campos resultou na gigantesca revolta da população de etnia negra e até mesmo de etnia branca. Ativistas na igualdade racial condenaram severamente as políticas do ex-presidente e alguns mais radicais chegaram a culpar a população branca por fazer nada. O Presidente do país, após a descoberta fugiu para Orange, que tinha um governo segregacionista. Quando a mídia internacional informou que ele estava em Orange, houve uma pressão gigantesca em cima do governo orango, que recusou todos os pedidos de extrair Alcântara para qualquer país. Em resposta, a OTA liderado pela Botsuana e Pretória, iniciaram uma rápida invasão em Orange com o objetivo de capturar Alcântara, algo bem-sucedido já que ele foi pego em um esconderijo em Whitelouse.


Em 7 de julho de 1985, em um julgamento histórico, Alcântara junto com seus 20 ministros envolvidos no genocídio foram sentenciados ou a pena de morte ou a prisão perpétua. No caso do ex-presidente, foi condenado a pena de morte por comandar um dos maiores genocídios da história da humanidade. Alcântara foi morto por tiro em 8 de janeiro de 1986, deixando um legado extremamente controverso da mudança violenta e racial no país.

Consequências e legado[]

ZIPRA battalion

Batalhão do Exército de Zambia em 1989 durante a Guerra do Mato

Apesar da morte de Alcântara, a tensão entre a população branca e negra se intensificou de uma maneira preocupante, pois o governo de Augusto Bragança manteve uma postura segregacionista semelhante a Alcântara, embora os membros do novo governo condenavam as ações do governo anterior. Essas tensões foram tão fortes, que chegou em um ponto de guerrilhas armadas etnicamente negra, começaram a atacaram cidades e iniciaram assim a Guerra do Mato em 1988.

A Guerra do Mato causou um profundo agravamento social e até econômico dentro do país, tendo só piorado quando o governo de Bragança restringiu mais ainda as liberdades civis dos cidadãos em geral e chegando até a anular as eleições que viriam acontecer em 1992. Em 1993, acontece protestos intensos na capital zambiana, onde que liderados por Pedro Cabral, conseguiram derrubar o governo de Bragança e logo em seguida prender o presidente. Isso marcou pela primeira vez na história do país o estabelecimento de uma democracia multipartidaria liderado pelo Movimento Democrático Zambiano (MDZ) de Cabral.

MUSEU-DO-HOLOCAUSTO-BERLIM

Memorial do Genocídio Zambiano em Lusaca

O Genocídio é ainda hoje um evento bastante marcante para a história do país, visto que foi por conta dele que mudou radicalmente a população predominante no país, que foi de negra para branco nos anos 1980. Um museu memorial foi criado em 1994, reunindo caveiras de vítimas mortas pelo genocídio. Em média, o Museu Memorial do Genocídio em Lusaka reúne cerca de 100,000 pessoas em todo ano, sendo esse o ponto turístico mais visitado do país e um dos mais em todo continente africano.

O Diário de Ana Luiza é também considerado uma grande referência nesse evento, já que conta sobre a extradição e a vivência de um zambiano, bem como a própria autora (Ana Luiza) do diário ter sido uma vítima do genocídio.

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