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Imperio Lotaríngio: O que aconteceria se o Reino da Lotaríngia sobrevivesse e se tornasse o baluarte da dinastia carolíngia? Editar

No ano de 864, o Rei da Lotaríngia, Lotário II, ataca Roma por causa do Papa Nicolau I ter lhe recusado o divórcio de sua esposa Teutberga, uma vez que ele possuía uma amante chamada Waldrada. Após forçar o papa a lhe conceder o divórcio, proclama seu filho com Waldrada, Hugo, como seu sucessor. O tio de Lotário, o Imperador Carlos, o Cauvo, que tinha pretensões de tomar a Lotaríngia com a morte do sobrinho, apoia a rainha deposta e manda um exército de 50.000 homens para atacar a Lotaríngia, mas Lotário recebe ajuda de seu tio Luís, o Germânico, que derrota as tropas de Carlos em Fontenoy. Carlos divide as tropas em dois, como ele mesmo havia feito em 841. Ele comanda o ataque a seu irmão, o rei Luís, enquanto o rei da Aquitânia, Luís, filho de Carlos, ataca Lotário. Luís, o Gago, não tinha a experiência militar de Lotário e foi repelido. Então, o rei lotaríngio ajuda seu tio contra Carlos, cujas tropas rompem as linhas e fogem. O imperador tem de reconhecer a derrota e prometer passar o título imperial para o filho de Lotário, Hugo. Nisso, Lotário tem apoio do papa Adriano II e obtém uma bula papal para seus descendentes, garantindo-lhes o título imperial.

Após isso, o rei começa campanhas contra casas rebeldes para contrabalancear o poder de Basón de Provenza, eleito Rei de Provenza em 879, alem de já ser Conde de Vienne, cunhado de Carlos II, que ele investiu a Rodolfo da Borgonha como Duque da Alta Borgonha. Após alguns combates e sem aliados (Carlos havia morrido em 879), Basón rende vassalagem a Lotário e tem sua área de influência reduzida à linha de Vienne. Manda o seu filho Luís para Aquisquirán, onde se torna amigo de Hugo da Lorena, filho de Lotário. Luís confia no amigo a administração do Reino de Provenza. Hugo mora em Arles de 890 a 894, quando o seu pai morre e ele se torna Hugo I, Rei da Lotaríngia e Imperador do Ocidente.

Naquele ano, os vikings começam uma grande ofensiva sobre a Lotaríngia e atacam toda a região norte. O agora Rei Hugo convoca as hostes da alta e baixa Lotaríngia e chama Luis, o Rei de Provenza, e Rodolfo, Duque da Baixa Borgonha. Marcha para o norte, onde se une ao Conde da Frísia Ocidental, Gerolf I, e vence os nórdicos em Lovaine. Após esse triunfo, ele faz um acordo com Guido de Spoleto: em troca de lhe reconhecer como como rei da Itália, Guido lhe daria tropas para lutar contra os vikings. As tropas se unem ao exército de Provença, mas ao chegar, ficam sob o comando direto do Rei Hugo, que usa esses dois mil para campanhas posteriores. Assim, Hugo vence os vikings e começa uma política de enfraquecimento da nobreza, criando uma tropa de proteção própria formada por vikings desertores da invasão, mercenários, italianos, saxões e sarracenos, a qual se denominou "Guarda Lorena". Cria também o Conselho Imperial para administração, usa a investidura real de bispos e abades, restaura os missi dominici para vigiar as atividades dos nobres, cria a Chancelaria Real e Imperial e introduz o sistema de Advocatus, ou seja, a gerência secular das terras eclesiásticas, que eram escolhidas pelo imperador.

Assim, com a queda dos carolíngios na Alemanha, o Rei Hugo usa o pretexto de que era seu reino por direito de família e ataca a Alemanha. Derrota Conrado da Francônia em Minden, enquanto seu amigo Luís da Borgonha ataca e conquista a Suábia, matando o Duque Liudolf. Além de se apossar da Turíngia e da Francônia, já que a maioria das tropas estava lutando contra os húngaros, Conrado, que precisava combatê-los, cedeu todo o território saxão até o rio Wesef e reconheceu as conquistas do exército lotaríngio. Hugo entrega a Suábia a seu cunhado Theobaldo, Conde de Arles, casado com sua irmã Berta a pedido da mesma, e obtém a vassalagem de Conrado, que lhe cede a Francônia após a sua morte. O Duque da Saxônia e agora Rei da Alemanha, Henrique, o Passarinheiro, tenta reconquistar os territórios perdidos na chamada Guerra Louca. (Por ele já estar ocupado demais com os magiares pagãos, seus vassalos achavam loucura combater um rei cristão.) Ele derrota Hugo em Paderborn mas continua a entrar em território inimigo, enquanto Hugo começa uma tática de terra arrasada que priva o exército saxão de viveres até que Henrique é derrotado em Metz, onde perde boa parte de seu exército e tem que firmar a paz por ele e seus descendentes e reconhecer o deserdamento dos herdeiros de Conrado em benefício de Hugo. O agora senhor de todo centro da Europa cede a Francônia a seu outro cunhado, Luís, Conde de Thurgal, filho de Rodolfo I da Borgonha e marido de sua irmã Ermengard. Assim, forma uma rede familiar de vassalagem para conseguir apoio para ele e seu sucessor no trono e para conseguir um sucessor.

Se casou em 926 com Gerberga, filha de Henrique, o Passarinheiro. Tem cinco filhos: Oto, Lotário, Gisela, Hugo e Carlos. Morreu em 935 e seu sucessor foi seu filho Carlos o cruel (Imperio Lotaríngio). Além disso, teve também um filho bastardo, Raul, nascido em 920, antes dele se casar.

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