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Minas Geraes
Provincia de Minas Geraes
Bandeira de Mina gerais.
Bandeira Brasão
Localisação
Paiz Brazil
Administração
Capital Ouro Preto
Presidente Romeu Zema (Partido Conservador)
Data de creação 28 de Fevereiro de 1821
Territorio
Coordenadas da capital 45°35′08″N9°55′49″ECoordinate: 45°35′08″N 9°55′49″E (Mappa)
Altitude 700m (minima: 100m - maxima: 2.892m) m s.l.m.
Superficie 586:522,122 km²
População 21:119:536 hab.
Densidade 36,01 hab./km²
Comarcas 22
Municipios 379
Provincias limitrofes São Paulo

Mato Grosso do Sul

Goyaz

Bahia

Espirito Santo

São Sebastião do Rio de Janeiro

Outras informações
Idiomas Portuguez
Fuso horario UTC-3
ISO 3166-2 BR-MG
Gentilico mineiro
Patrono Nossa Senhora da Piedade
Feriado 28 de Fevereiro (anniversario da provincia)
PIB Rs10:348:046:000:000$000
PIB per capita Rs492$802
Reppresentação

parlamentar

30 deputados geraes

15 senadores

90 deputados provinciaes

Hymno Hymno de Minas Geraes

Minas Geraes é uma das 22 provincias do Brazil, sendo a quarta provincia com a maior area territorial, e a segunda em quantidade de habitantes, localisada na região sudeste do paiz. Limita-se ao sul e sudoeste com São Paulo, a oeste com Matto Grosso do Sul, a noroeste com Goyaz, a norte e nordeste com a Bahia, a leste com o Espirito Santo e a sudeste com o Rio de Janeiro. Seu territorio é subdividido em 22 comarcas, 379 municipios, a maior quantidade dentre as provincias brasileiras.

A topographia mineira é bastante accidentada, sendo que alguns dos picos mais altos do paiz encontram-se no seu territorio. A provincia também abriga a nascente de alguns dos principaes rios do Brazil, o que o coloca em posição estrategica no que se reffere aos recursos hydricos nacionaes. Possui clima tropical, que varia de mais frio e humido no sul até semiarido em sua porção septentrional. Todos esses fatores aliados propiciam a existência de uma ricca fauna, e flora distribuhidas nos biomas, que cobrem a provincia, especialmente o cerrado, e a Mata Atlantica.

O territorio de Minas Geraes era habitado por indigenas quando os portuguezes chegaram ao Brazil. Contudo, occorreu uma grande migração para a provincia a partir do momento em que foi anunciada a existencia de ouro. A extração do metal trouxe riqueza, e desenvolvimento para a então capitania, proporcionando o seu desenvolvimento economico, e cultural. Mas o ouro logo se-tornou escasso, provocando a emmigração de grande parte da população, até que um novo ciclo (o do caffé), e, posteriormente, a industrialisação, novamente trariam a Minas projeção nacional. Minas Geraes actualmente possui o terceiro maior produto interno bruto do Brazil, sendo que grande parte do total produzido na provincia ainda se-deve a atividades mineradoras. Tal desenvolvimento também advém da sua notável infraestrutura, como a grande quantidade de usinas hydroelectricas, e a maior malha rodoviaria do paiz.

Em virtude das suas belezas naturaes, e de seu patrimonio historico, Minas Geraes é um importante destino turistico brazileiro. O povo mineiro possui uma cultura peculiar, marcada por manifestações religiosas tradicionaes, e culinária typica do interior, além de importancia nacional nas produções artisticas contemporaneas, e também no scenario esportivo.

Ethimologia Editar

Minas Geraes se-relacciona literalmente por abrigar campos de extração de innumeros minerios, principalmente ouro, denominadas "minas geraes", em opposição ás minas particulares, ou pela sua variedade de typos de minerio. No inicio do seculo XVIII, a região era simplesmente denominada Minas. Em 1710, surge a capitania de São Paulo, e Minas de Ouro e, em 1720, desmembra-se dela a capitania de Minas Geraes.

História Editar

Uma parte da história da provincia de Minas Geraes foi determinada pela exploração da grande riqueza mineral, que se encontra em seu territorio. O seu nome, inclusive, provém da larga quantidade, e variedade das minas presentes, que passaram a ser exploradas desde o seculo XVII, e até aos dias actuaes movimentam uma fracção importante da economia da provincia.

Ocupação indígena Editar

A região onde se-encontra actualmente Minas Geraes ja era habitada por povos indigenas possivelmente entre 11:400 a 12:000 annos atraz, periodo o qual estima-se ter se-originado Luzia, nome recebido pelo fossil humano mais antigo encontrado nas Americas, achado em escavações na Lapa Vermelha, uma gruta na região de Lagoa Santa, e Pedro Leopoldo, na Comarca da Capital. Na região dos municipios de Januaria, Montalvania, Itacaramby, e Juvenilia, no norte da provincia, escavações archeologicas levaram a estimativas de que a occupação inicial tenha occorrido entre 11:000 e 12:000 annos atraz. Desse periodo, herdaram-se characteristicas culturaes como o uso de peças de pedra ou osso, fogueiras extinctas, creação de cemiterios, pequenos silos com sementes, e pinturas rupestres. Mais tarde, ha cerca de quatro mil annos, especula-se que tenha occorrido o cultivo de vegetaes, em especial o milho, e ha dois mil annos ja havia importante manufatura de produtos ceramicos.

O achamento de Luzia, na decada de 1970, fez com que fosse formulada a hypothese de que o povoamento das Americas teria sido feito por correntes migratorias de caçadores, e collectores, ambas vindas da Asia, provavelmente pelo estreito de Bering atraves de uma lingua de terra chamada Beringia (que se-formou com a queda do nivel dos mares durante a ultima edade do gello). Os povos indigenas, que predominavam em Minas Geraes, assim como em todo o Brazil, e na America do Sul, são descendentes dessas tribos caçadoras, que se-instalaram na região, oriundas da America do Norte.

Mais de cem grupos indigenas habitavam a provincia de Minas Geraes. A região foi occupada, até ao seculo XVI, por povos indigenas do tronco linguistico macro-jê, tais como os xacriabás, os maxacalis, os crenaques, os aranãs, os mocurins, os atu-auá-araxás e os puris. Algumas decadas após o Descobrimento do Brazil, no entanto, passaram a ser visados a servirem como escravos, sendo capturados pelos bandeirantes para os usarem em suas proprias fazendas, ou serem vendidos durante seculos; os que se-revoltaram eram exterminados, o que provocou uma grande redução na população indigena (restando actualmente cinco grupos: xacriabás, crenaques, maxacalis, pataxós e pankararus).

A corrida do ouro[editar | editar código-fonte] Editar

Pintura retratando a lavra do ouro em primeiro plano e Vila Rica ao fundo. (Rugendas, 1820-1825)

Desde o início da colonização portuguesa, alguns colonos se embrenhavam nas matas em busca de metais preciosos, motivados por lendas sobre as possíveis riquezas do interior selvagem, mas raramente retornavam. Somente a partir do fim do século XVII foram registradas as primeiras evidências de que a região de fato possuía uma grande riqueza mineral, cuja descoberta atribui-se aos bandeirantes paulistas, em especial a Antônio Rodrigues Arzão, que inicialmente buscavam índios para servirem como escravos. Dentre as incursões que rumaram para o interior do estado, destaca-se a de Antônio Dias de Oliveira, em cujo assentamento aos pés do pico do Itacolomi viria se formar Vila Rica. A notícia da descoberta de ouro na região logo se espalhou, atraindo pessoas interessadas em adquirir riqueza fácil nas terras ainda a serem desbravadas. Inicialmente o ouro era extraído do leito dos rios, o que obrigava os garimpeiros a se mudar conforme o esgotamento do metal. Após algum tempo, a exploração passou a ser feita também nas encostas de montanhas, o que obrigava o assentamento permanente dos mineradores. Isso proporcionou o surgimento dos primeiros núcleos de povoamento.[19][20]

Os paulistas se julgavam proprietários do ouro retirado das minas, alegando direito de conquista, e não queriam que outros se apossassem dessa riqueza. Com isso, em 1708, teve início o primeiro grande conflito da região, uma guerra na qual os emboabas ("aquele que ofende", em tupi) atacaram os paulistas. Estes saíram derrotados do conflito e passaram a buscar por ouro em outras regiões, e o encontraram onde hoje estão os estados de Goiás e Mato Grosso.[21] A imposição da autoridade da Coroa Portuguesa também contribuiu para o fim do conflito, a partir da criação da Capitania de São Paulo e Minas de Ouro em 1709 e da Capitania de Minas Gerais em 1720.[22]

Mapa do Brasil no início do século XVIII.

A Coroa Portuguesa, então, passou a controlar com rigor a exploração de ouro nas minas, recolhendo vinte por cento de tudo o que era produzido, o que ficou conhecido como quinto. A população da capitania continuava a crescer, mas existiam até então somente pequenos cultivos agropecuários de subsistência, o que demandava a importação de produtos de outras regiões da colônia. Novos acessos a região passaram a ser criados e o fluxo de pessoas e mercadorias aumentou intensamente surgindo, assim, o primeiro grande mercado consumidor do Brasil. Ao longo desses acessos apareciam povoados, tendo, portanto, papel fundamental no povoamento da capitania. Dentre esses trajetos destaca-se o Caminho Novo, que ligava as regiões mineradoras ao Rio de Janeiro. A intensa mistura de pessoas associada a riqueza oriunda do ouro e a vida urbana proporcionaram a formação de uma nova sociedade culturalmente diversa, com vários músicos, artistas, escultores e artesãos. Dentre os movimentos culturais destacam-se o trabalho de Aleijadinho e Mestre Ataíde, dentre outros, que permitiram o florescimento do Barroco Mineiro.[19]

Lavra dos diamantes feita por escravos (autor desconhecido).

Igreja São Francisco de Assis e Igreja Nossa Senhora do Carmo na Praça de Minas Gerais, no centro histórico de Mariana

No mesmo período, na região do vale do Jequitinhonha, ocorreu a descoberta do diamante, embora seus descobridores por décadas não reconheceram o valor desta pedra preciosa. Contudo, a Coroa Portuguesa, ao reconhecer a produção mineral da região, logo estabeleceu uma forma de cobrar impostos sobre a produção, de forma similar ao quinto do ouro. O principal núcleo de exploração dos diamantes era próximo de onde surgiu o Arraial do Tijuco (hoje Diamantina).[23]

No auge da exploração do ouro, a mão-de-obra escrava era essencial para os grandes proprietários. Desta forma, intensificou-se o comércio de negros trazidos do continente africano para trabalhar nas minas. Muitos dos negros tentavam e conseguiam fugir, o que provocou o intenso surgimento de quilombos por todo o atual estado. Estima-se que durante o século XVIII surgiram mais de 120 destas comunidades por toda a capitania. Contudo, tais assentamentos não se encontravam tão afastados dos centros mineradores, o que facilitava a fuga de mais negros. Existia, ainda, o comércio de produtos de subsistência entre os negros e comerciantes, que tiravam vantagem do preço mais baixo oferecido pelos quilombolas.[24]

Inconfidência Mineira[editar | editar código-fonte] Editar

Ver artigo principal: Inconfidência Mineira

Contudo, a partir da segunda metade do século XVIII a produção aurífera dava sinais claros de declínio. Para manter a arrecadação, a Coroa Portuguesa passou a aumentar os impostos e a fiscalização na colônia, além de criar a derrama, uma nova forma de imposto que garantiria seus lucros. As regiões auríferas passaram a ficar cada vez mais escassas, e os colonos não mais podiam arcar com tais impostos, levando o governo lusitano ao confisco de suas propriedades.[25]

Reunião secreta dos participantes do movimento (Pedro Américo, 1892-93).

Tais ações consideradas abusivas trouxeram profunda insatisfação entre a população mineira. Então, influenciados pelos ideais do Iluminismo que surgira na Europa e se espalhavam pelo mundo ocidental, as elites mineradoras passaram a conjecturar um plano com o objetivo de criar uma nova república na região de Minas Gerais. A revolução estava marcada para acontecer em 1789, quando ocorreria uma nova cobrança da derrama. Dentre os líderes do movimento estavam os poetas Cláudio Manoel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga, o padre Carlos Correia de Toledo e Melo, o coronel Joaquim Silvério dos Reis e o alferesTiradentes. Contudo, a cobrança da derrama foi revogada pelas autoridades lusitanas. Ao mesmo tempo, havia a investigação por parte da coroa sobre o movimento de insurreição que estaria para acontecer. Em troca do perdão de suas dívidas, Joaquim Silvério dos Reis delatou todo o plano dos inconfidentes, o que levou à prisão de vários de seus companheiros antes que a insurreição acontecesse. Como boa parte dos membros dos movimentos tinham forte ligação com a elite, poucos foram de fato condenados. Como Tiradentes era de origem popular, toda a responsabilidade do movimento foi atribuída a ele. Como forma de reprimir outros movimentos, a Coroa Portuguesa realizou o enforcamento e o esquartejamento do alferes, e partes de seu corpo foram espalhadas por vias de acesso da capitania.[25][26][27]

Decadência da produção mineral[editar | editar código-fonte] Editar

Habitantes de Minas Gerais c. 1820

Até então a maior parte da população da capitania concentrava-se nos núcleos urbanos e nas proximidades da região mineradora. Contudo, o esgotamento das jazidas auríferas e de diamantes levou à diáspora da população urbana, que se deslocou para outras regiões. Os desbravadores passaram a criar novas fazendas por outras regiões do atual estado, erguiam capelas onde posteriormente surgiam arraiais e vilas. No início do século XIX, houve uma intensa criação de vilas, freguesias, distritos e municípios. Isto contribuiu para a expansão e povoamento do território mineiro, expandido suas fronteiras para o norte (adquirindo partes da província de Pernambuco), para leste (adquirindo áreas do Espírito Santo), para o oeste (anexando a região do Triângulo Mineiro, antes pertencente a Goiás). A população mineira passou a ser predominantemente rural, e as cidades do ouro ficaram cada vez mais vazias, o que teve grande influência na cultura e na política da província.[23][28]

Mapa de Minas Gerais em 1865.

O período imperial[editar | editar código-fonte] Editar

Durante o período imperial, houve duas mobilizações importantes da população. A primeira delas foi a Sedição Militar de 1833, um movimento sem consistência que queria o retorno de Dom Pedro I ao país, mas foi logo abafado pelo governo provincial. Outro grande movimento foi a Revolução Liberal de 1842. No Brasil Império as forças políticas estavam divididas essencialmente entre liberais e conservadores. Quando Dom Pedro II atingiu a maioridade em 1840, o Partido Conservador assumiu o poder, o que provocou a revolta dos liberais. Tiveram início, então, conflitos armados na província de São Paulo, que ganharam adesão dos liberais mineiros em 1842, com a participação inicial de quinze dos quarenta e dois municípios existentes na época. Para conter os revoltosos, o governo imperial enviou guardas nacionais e unidades do exército, que deveriam prender os líderes do partido liberal. Transcorreram vários conflitos durante mais de dois meses até que o movimento foi finalmente abafado por completo. Os líderes foram julgados e absolvidos seis anos depois.[29][30]

Índios em uma fazenda c. 1824

Durante a segunda metade do século surgiram os primeiros avanços no setor industrial em Minas. No campo siderúrgicocomeçava a aumentar a produção e manufatura do ferro. Surgiram ainda várias fábricas de produtos têxteis, laticínios, vinhos, alimentos, cerâmicas e louças. Contudo as atividades agropecuárias dominavam a economia da época, sendo voltadas principalmente para subsistência, desfavorecendo o crescimento econômico da província. A mão-de-obra era predominantemente escrava, provenientes dos que restaram das atividades mineradoras. A produção de café voltada para a exportação chegou à província no início do período imperial e aumentou substancialmente até o fim do século. Contudo, a produção paulista sempre foi expressivamente maior e fatores administrativos, naturais e econômicos desfavoreceram o desenvolvimento da cafeicultura mineira na época.[29]

Cafeicultura[editar | editar código-fonte] Editar

Em 1889 tem início o período da República Velha no Brasil, que foi comandado inicialmente por presidentes militares. Somente em 1894 houve a eleição do primeiro presidente civil do Brasil, dando início ao período da República Oligárquica. Em Minas Gerais, surgiam os primeiros grandes barões do café, responsáveis por aumentar significativamente a produção do estado. As oligarquias cafeeiras tinham grande influência no cenário político nacional, a ponto de escolherem os representantes que iriam ocupar o cargo de presidente do país. Os dois estados mais populosos do país, então, firmaram um acordo em que os presidentes eleitos seriam alternados entre paulistas e mineiros, o que ficou conhecido como política do café-com-leite.[31][32]

Houve, contudo, algumas divergências políticas entre os dois estados, o que permitiu a eleição de presidentes de outros estados, embora nunca deixassem de exercer influência sobre o processo eleitoral. Na década de 1920, vários fatores aceleraram o declínio do domínio oligárquico, como revoltas populares, movimentos tenentistas e a crise econômica do café, que se agravou ainda mais com a grande depressão. Mas a política do café-com-leite terminou de fato quando o então presidente paulista Washington Luís deveria indicar um mineiro para sucessão, mas indicou outro paulista, Júlio Prestes. Em oposição ao episódio, Minas Gerais se uniu à Aliança Liberal, que realizou um golpe de Estado em 1930 e instaurou uma nova república no Brasil, sob o comando de Getúlio Vargas.[31][33]

Industrialização[editar | editar código-fonte] Editar

Ver também: História econômica do Brasil

Planta de Belo Horizonte, uma das primeiras cidades planejadas do país.

O ciclo do café no estado teve certas características particulares que desfavoreceram o crescimento econômico do estado. O lucro gerado pela cultura era em parte destinado aos portos de exportação nos estados vizinhos. Além disso, findo o período da escravidão, não houve a transição direta para o trabalho livre e assalariado nas lavouras, o que levou à menor circulação monetária. Outro agravante era a desarticulação entre as regiões do estado, que tinham mais relações econômicas com os estados vizinhos. Em reconhecimento a esta situação, as elites mineiras iniciaram uma tentativa de centralizar a economia estadual a partir de diversas iniciativas, dentre elas a criação de uma nova capital, Belo Horizonte, em 1897.[34] Uma exceção ao atraso industrial foi a cidade de Juiz de Fora, que apresentou um surto de desenvolvimento industrial sustentado pela economia cafeeira aliado à proximidade com o Rio de Janeiro. Contudo, tal desenvolvimento durou até 1930, quando a competição com os outros grandes centros industriais do país levou à estagnação e posterior declínio do parque industrial da cidade.[35]

O projeto de desenvolvimento mineiro estava pautado em duas orientações. A primeira delas incluía a diversificação produtiva, em que se pretendia a criação de uma forte agricultura capaz de sustentar o desenvolvimento industrial. A outra estratégia envolvia o aproveitamento dos recursos naturais do estado para realizar a especialização produtiva, com a produção de bens intermediários. Através das primeiras décadas do século XX o plano foi sendo gradualmente implementado com diversas iniciativas, como a criação da Cidade Industrial de Contagem em 1941. Contudo, o avanço foi prejudicado por conta de problemas logísticos como a falta de energia e de uma rede eficiente de transportes.[34][35]

Tubulação utilizada para construção da Usina Hidrelétrica de Furnas.

A partir do fim da década de 40 e ao longo da década de 50, entretanto, Minas passa por um importante processo de transformação, que visa sanar os problemas que barravam o desenvolvimento mineiro, principalmente durante o período do mandato de Juscelino Kubitschek como governador (1951-1955) e presidente da república (1956-1961). Foram criadas a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), várias usinas hidroelétricas e milhares de quilômetros de rodovias.[34] Um importante setor industrial que se desenvolveu neste período foi o metalúrgico, sustentado pela exploração do ferro na região central do estado.[36] Contudo, a instabilidade econômica que se sucedeu durante a década de 1960 afetou a continuidade de tal crescimento, deixando o estado em defasagem.[34] Durante a ditadura militar, as federações de indústrias de Minas Gerais e importantes industriais mineiros apoiaram o regime.[37]

Na década seguinte, entretanto, Minas retoma sua trajetória de crescimento econômico beneficiado, sobretudo, pelo processo de descentralização industrial. Como resultado, o crescimento do produto interno bruto mineiro foi superior à média nacional por vários anos. Tal processo deveu-se ao incremento da produção industrial e fortalecimento da agricultura. Tal processo provocou ainda o aumento da porcentagem da população que vivia nas cidades, embora boa parte deste êxodo rural tenha motivado a emigração da população para os grandes centros urbanos de outros estados. Na década de 1980, o crescimento econômico mineiro sofre uma nova descontinuidade por conta da crise econômica generalizada pela qual o país passava. Mesmo assim, o crescimento mineiro ainda foi superior à média nacional. A partir da década de 90, o estado apresentou baixo dinamismo econômico, seguindo a tendência nacional. A partir de então, Minas se consolida na economia nacional com o terceiro maior PIB do país, e se mantém na posição até hoje.[34][38]

Subdivisões Editar

A provincia de Minas Geraes é dividida em 22 comarcas.

Nome Capital
da Capital Ouro Preto
de Sabará Sabará
do Rio Piracicava Marianna
do Rio Muriabé Ubá
do Rio Parahybuna Barbacena
do Rio das Mortes São joão d'Elrey
de Baependy Baependy
do Rio Jaguary Jaguary
do Rio Sapucahy Caldas
do Rio Pará Oliveira
do Rio Grande Passos
do Rio Paraná Uberaba
do Rio Paranahyba Bagagens
do Rio Indayá Pitanguy
do Rio Piracatu Piracatu
do Rio das Velhas Santa Luzia
do Rio Jequitahy Montes Claros de Formigas
do Rio São Francisco Januária
do Rio Pardo Grão Mogol
do Rio Jequitinhonha Minas Novas
do Serro do Frio Serro
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