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A política totalitária de alinhamento iniciada por Tourgkenief também atingiu severamente outros setores da sociedade como a moda, que passou a ser remodelada conforme os gostos e normas do Magno de maneira semelhante ao governo de Luís XIV na França com a monarquia absoluta. Tourgkenief passou a desincentivar a moda ocidental da Grécia nos anos 1920 com influências de protecionismo. Entretanto, um certo grau de ocidentalização que causou o abandono do fez na Turquia, sob o regime de Kemal Atatürk, foi bem recebido por ser considerado "muito árabe". Nos anos de 1930 houve uma centralização e nacionalização em larga escala da moda no que acabara de ser formar que era a Macedônia. Tourgkenief não entregou às indústrias estrangeiras do setor têxtil nacionalizadas uma indenização e a importação de produtos têxteis foi proibida. O governo começou a uniformização produzindo lenços mais curtos e transparentes que foram distribuídos uma vez às mulheres já na maioridade e para os homens que oficializassem casamento presentarem suas mulheres para o uso análogo aos hijabs. Já os niqabs e burcas foram estritamente proibidos na Macedônia como sendo considerados elementos "reacionários próprios do capitalismo do Oriente Medio". A Asfaleia aplicou retaliações pesadas a muçulmanas que usassem véus considerados muito "densos", com muitas voltas, que usassem múltiplos véus ou que suprimissem a feminilidade ou beleza das macedônias. As vestimentas ocidentais foram proibidas e a Asfaleia perseguiu macedônias que usassem roupas consideradas muito "curtas" ou "ousadas" também. Os chapéus femininos ocidentais especificamente foram proibidos por serem um símbolo da "madame da burguesia capitalista ocidental", em contraste às politicas de Kemal. No caso dos homens, o kaffiyeh, turbantes e espécies de capacetes que indicassem etnicidade e os chapéus masculinos ocidentais também foram proibidos. Embora tanto a cultura ocidental quanto a oriental tenham sido perseguidas há uma diferença de que a retaliação aos ocidentais da recém-formada Macedônia, geralmente gregos, foram dirigidas diretamente por grupos terroristas islâmicos de início, de maneira proposital pelo Estado.

Tourgkenief também definiu uniformes para os políticos do governo na Grécia principalmente através do monopólio partidário do Partido Socialista-Trabalhista do qual exercia a presidência. Criou um uniforme preto, confeccionado a lã, consistindo em um blazer, que passa a cintura e é fechado a zíper no lugar de botões e tem uma gola que envolve metade do pescoço, uma calça e um cinto simples e cumprido em largura por cima de ambas as vestimentas, além de um par de botas justas. Esse uniforme claramente teve uma inspiração na Igreja Católica, uma vez que a parte superior do traje se assemelha à batina dos sacerdotes e o preto do uniforme representa a simplicidade e renúncia ao capitalismo na ideologia socialista e coletivista, apesar de que o preto das batinas não seja um símbolo que abomine o capitalismo. Também foi uma decisão estética para confrontar a cor branca, que é associada à monarquia europeia, ao Exército Branco que resistiu ao comunismo na Rússia e até outros símbolos envolvendo a cor branca no combate ao socialismo, como o próprio pseudônimo "Morte Branca" atribuído a Simo Hayha, que foi o soldado que mais eliminou comunistas na Segunda Guerra. O Magno teve também uma inspiração no regime nazista do Fürher, uma vez tendo adotado um bracelete ilustrando a bandeira da Macedônia pra ser usada pelos chefes de Estado macedônios adiante e uma túnica aberta preta como um recurso estilístico pessoal, que foi usada por outros líderes também inspirados nele. Outros detalhes estilísticos foram adotados posteriormente para hierarquizar a Federação. Por exemplo, a insígnia Ordem da Fênix foi criada pelos nacionalistas gregos em 1926, para representar o renascimento da nação helênica (a Fênix) e um símbolo militar que se opunha à monarquia (pois substituiu a Ordem Real de Jorge I), entretanto, ela foi alterada pelo gosto de Tourgkenief e a cruz, que infere o cristianismo, foi abolida dessas honrarias em 1936. A insígnia de comendador virou uma Fênix dourada isolada e foi usada como regra de vestimenta adicional ao uniforme dos integrantes da Ekklesia, para diferenciar os políticos dos funcionários públicos. Essa hierarquização foi útil sob um certo ponto de vista principalmente quando essa espécie de traje foi difundida quase que como uma padronização entre os macedônios para substituir os trajes ocidentais nas situações de formalidade e foi abraçado principalmente pelos gregos por não terem acesso mais às vestimentas formais ocidentais.

Como os ternos, paletós e outras vestimentas ocidentais masculinas foram proibidas, os homens acabaram usando roupas em contextos formais baseadas nos trajes dessa elitização estilística. Isso pegou forte na era de Tourgkenief nas partes cada vez mais europeias da Macedônia, e a exclusão de trajes muçulmanos e árabes na parte oriental demararam mais tempo, pelo menos até o final do século XX para ser completamente consolidada. A propaganda totalitária e colaboracionista do regime com o Eixo na década de 1930, principalmente pela ousadia que os nazistas tiveram em ameaçar o Ocidente com seu socialismo levou os macedônios, especialmente quanto mais orientais, se inspirarem no governo e nos nazistas consequentemente. Embora a propaganda tenha voltado atrás em 1941 com a entrada da Macedônia nos Aliados, os macedônios orientais continuaram a se espelhar esteticamente em símbolos estilísticos nazistas (como os trajes da Gestapo) que se opunham ao Ocidente e que continuavam a um certo grau a estar presentes dentro das próprias estruturas de governo devido ao gosto pessoal do tourgkeniefismo, afinal o Magno continuara a usar túnicas pretas, por exemplo.

Por causa disso, túnicas, usualmente escuras e abertas, esses trajes semelhantes a batinas militarizadas e botas são símbolos não só de formalidade mas também de autoridade na moda macedônia, no lugar dos trajes sociais tradicionais do Ocidente. Vendo essa tendência na sociedade macedônia após a Segunda Guerra, Tourgkenief resolveu difundir isso entre as mulheres também, para compensar a tentativa de descarte das abayas e recursos estilísticos muçulmanos proibidos.

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