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Osvaldo Orlando da Costa
OSVALD 1
34.º Presidente do Brasil
Período 1 de janeiro de 1999 até 1 de janeiro de 2003
Vice-presidente Ciro Gomes
Antecessor Fernando Henrique Cardoso
Sucessor Luiz Inácio Lula da Silva
Ministro do Esporte do Brasil
Período 15 de abril de 1970 até 24 de julho de 1973
Presidente Maurício Grabois
Deputado Federal pelo Rio de Janeiro
Período 1 de fevereiro de 1983 até 1 de fevereiro de 1991
1 de fevereiro de 1995 até 5 de abril de 1998
Senador pelo Rio de Janeiro
Período 1 de fevereiro de 2003 até 23 de março de 2005
Dados pessoais
Nascimento 27 de abril de 1938
Passa-Quatro, MG, Brasil
Morte 12 de novembro de 2013
Rio de Janeiro, RJ, Brasil (75 anos)
Nacionalidade brasileiro
Alma mater Universidade de Praga
Universidade de São Paulo
Partido PCB (1963-1980)
PTB (1980-2013)
Religião Ateísmo/Agnosticismo
Profissão Engenheiro, sociólogo, professor universitário e político.

Osvaldo Orlando da Costa (Passa-Quatro, 27 de abril de 1938 - Rio de Janeiro, 12 de novembro de 2013), popularmente conhecido como Osvaldão, foi um político, engenheiro, cientista político, e o 34.º presidente do Brasil entre 1999 e 2003. Foi membro do Partido Comunista Brasileiro de 1963 até 1980, quando se filiou ao Partido Trabalhista Brasileiro. Foi ministro do Esporte de 1970 até 1973, Deputado Federal pelo PTB de 1982 até 1990 e 1994 até 1998. Elegeu-se presidente da República em 1998 com pequena diferença na margem contra o presidente da época Fernando Henrique Cardoso, que buscava a reeleição.

Durante o regime socialista, Osvaldão foi ministro do Esporte em um período no qual o futebol estava em alta, pois a Seleção Brasileira havia ganho a Copa de 1970. Durante seu período de ministro, Osvaldão incentivou fortemente o futebol, assim como as olimpíadas. Em 1972, veria o ouro olímpico em esportes coletivos, tais como o próprio futebol e basquete.

Na década de 50, Osvaldão foi campeão de boxe amador do Rio de Janeiro, e oficial de reserva do Exército Brasileiro, apesar de nunca ter servido. Formou-se em engenharia na Universidade de Praga, Tchecoslováquia, na década de 60 e em ciências sociais na Universidade de São Paulo, onde também se filiaria ao PCB, além de fazer treinamento militar na China em 1964. Foi da chamada ala moderada do Partido, apesar de exigências como a redemocratização do país.

Em 1977, apesar do surgimento do Movimento Democrático Brasileiro, Osvaldo manteve-se fiel ao PCB, mas após um desentendimento com a linha-dura do partido, decidiu refundar em 1980 com Leonel Brizola, Carlos Araújo e Dilma Rousseff o PTB, que após uma disputa com a sobrinha-neta de Getúlio Vargas, Ivete Vargas, a sigla foi dada para os brizolistas.

Seu governo é lembrado pela substancial reforma na educação, criação de programas sociais, e re-estatização de vários órgãos privatizados pelo governo anterior. É também bastante lembrado por sua postura de liderança e grande carisma pelas pessoas. Com a ajuda do deputado e futuro presidente Lula, o programa Fome Zero foi posto em prática no governo, e ampliado durante o governo Lula.

Para a surpresa de muitos, abdicou de ser reeleito em 2002 para ser deputado federal novamente pelo Rio de Janeiro, onde renunciaria o cargo. Durante seus últimos anos de vida, foi professor de Ciências Sociais na Universidade de São Paulo, e depois, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, por onde deu aulas até se aposentar, em 2008, e por onde ficou até sua morte.

Osvaldão era bastante conhecido nos ramos sociais e políticos como uma pessoa carismática. No fim da década de 70, conheceu o seu sucessor Lula, onde auxiliou nas greves em São Bernardo do Campo, e acabou subindo com ele durante as greves do ABC Paulista. 

Osvaldão tinha também bastante amizades com políticos de diferentes ideologias, desde o mesmo ex-presidente neoliberal Fernando Henrique até socialistas como o seu companheiro Leonel Brizola.

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