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Partido Comunista Brasileiro (PCB)
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Fundação 1963
Registro 27 de agosto de 1963
Dissolução 1986
Ideologia Comunismo
Marxismo
Marxismo-leninismo
Socialismo revolucionário
Socialismo democrático
Espectro político Esquerda
Antecessores Partido Comunista Brasileiro (1922-1962)
Partido Comunista do Brasil
Partido Socialista Brasileiro
Partido Social Democrático
Sucessores Movimento Democrático Brasileiro (1977)
Partido Trabalhista Brasileiro (1980)
Partido Socialista Brasileiro (1981)
Partido Popular Democrático (1981)
Partido Verde (1986)
Partido Social Democrata (1986)
Movimento Revolucionário (1985)
Partido Comunista Brasileiro (1987)

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) foi um partido político brasileiro que foi criado em 1963 a partir de uma união de três partidos e parte do antigo PSD. Foi o partido que governou o Brasil durante o regime socialista.

Inicialmente, a partir de uma decisão feita por Luís Carlos Prestes após a Intentona Revolucionária, o multipartidarismo foi substituído pelo bipartidarismo, no qual os partidos restantes, além de parte que discordava do PSD, formaram o partido de oposição, a Aliança Renovadora Nacional (ARENA).

Apesar da formação da ARENA, em 1968, o Decreto Governamental Número Quatro dissolveria a ARENA, e instauraria o unipartidarismo, fazendo o PCB ser o único partido legal no Brasil.

Em 1980, após o Pacote de Abertura Democrática, o multipartidarismo acabou por ser reinstaurado, e extinguiria o bipartidarismo, e aos poucos, vários partidos surgiriam, dissidentes de membros de alas social democráticas e moderadas.

Apesar do multipartidarismo reinstaurado, o PCB ainda continuaria fortalecido em seu governo, competindo com as novas tendências, como os dissidentes Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido Popular Democrático (PPD), e o independente Partido dos Trabalhadores (PT).








AlasEditar

Pelo número de membros do Partido Comunista serem tão grandes, é comum dividir entre diversas alas. Apesar da grande maioria do partido terem uma orientação ideológica de esquerda, não importando a ideologia, haviam ainda minorias liberais e conservadoras convictas, como por exemplo o ex-governador do Maranhão, José Sarney (conservador), e o senador Fernando Henrique Cardoso (liberal).

Ala social democrataEditar

A maior das alas do partido. A ala social-democrática tinha membros ilustres como os presidentes do regime Luiz Carlos Prestes, Carlos Lamarca, e os futuro presidentes, Leonel Brizola e Fernando Henrique Cardoso, assim como o vice de Lamarca, Fernando Gabeira.

A ala social democrata defendia a liberalização do estado, extinção dos órgãos estatais, maior liberdade de empreendimento, no qual foi amplamente reprimida durante os governos de Marighella e Grabois, além de grande parte defender a redemocratização do país. Após grande pressão, e por votação interna, a maioria da ala social democrata formaria o MDB em 1977. Apesar da formação do MDB, ainda mantiveram-se poucos fiéis na ala, como o próprio Fernando Gabeira, e Carlos Lamarca, que voltaria ainda por anistia de João Amazonas.

Ala revisionistaEditar

A ala revisionista é um hipotético termo criado por historiadores para denominar aqueles que buscavam a redemocratização do país. Dentre eles, o próprio Carlos Lamarca e o deputado Aloysio Nunes foram principais figuras em busca do principal objetivo.

Ala de oposiçãoEditar

A ala de oposição é outro termo criado para denominar outros políticos que não tinha os interesses compatíveis com o do partido, mas participavam ativamente da política no país, apesar de ter suas tarefas dificultadas. Dentre eles figuravam-se o senador e futuro presidente Fernando Henrique Cardoso, ex-governador mineiro Tancredo Neves, e o presidente da União Nacional dos Estudantes, José Serra.

Ala moderadaEditar

A ala moderada defendem um maior interesse relacionado ao PCB, apesar de não serem tão extremistas quanto a ala radical. Do contrário da ala radical, os moderados defendiam o anterior bipartidarismo vigente no governo Prestes, e boa parte deles também defendiam o pluralismo político e social. Os moderados também eram grandes responsáveis por órgãos socio-culturais do governo, como o Departamento Federal de Censura que fichava letras de músicas, filmes, peças teatrais e outras produções artísticas, assim como a ARPN.

Ilustres integrantes da ala moderada tiveram os presidentes Maurício Grabois e João Amazonas, assim como Carlos Lamarca durante o governo Prestes, entre outros como Darcy Rodrigues e o ex-presidente Osvaldão até o governo de João Amazonas.

Ala radicalEditar

A ala mais radical do regime, também conhecida popularmente como a linha-dura do Partido Comunista defendia fortemente o unipartidarismo, a economia planificada e a estatização geral dos órgãos. Os órgãos políticos, sociais e militares eram chefiados principalmente pelos militares apoiadores do regime e também por jornalistas e militantes do regime.

O único presidente da ala radical foi Carlos Marighella, apesar de Maurício Grabois ter colocado alguns partidários da ala como ministros. Outros figurantes foram o ministro Juarez Guimarães e os militantes Eduardo Collen e Carlos Eugênio Paz.

O FimEditar

Devido a vários fatores, dentre os quais a estagnação econômica de sua principal aliada como a União Soviética, assim como a crise econômica no país, o governo Lamarca tomou providências democráticas, como o Pacote de Abertura Democrática. Com a aprovação das eleições diretas, a linha dura do PCB racharia formando o MR-8, e Carlos Lamarca acabaria também assumindo a secretaria geral do Partido.

Movimento Democrático BrasileiroEditar

Em 1977, com a pressão por parte de membros das alas social-democrata e moderada, houveram eleições por dentro do partido que acabaram por ceder, e o Movimento Democrático Brasileiro foi criado. Grande parcela dos social-democratas moveram ao partido, assim como os das alas da oposição, e da moderada.

O MDB surgiria como a principal oposição e força adversária no regime. Após a fundação e registro, 1/3 do Senado seria do MDB e 2/5 da Câmara de Deputados se tornariam emebedistas, e com isso, o governo socialista perderia boa parte de seu poder, apesar dos investimentos na propaganda.

Pacote de Abertura Democrática (PAD)Editar

Em 1980, Lamarca aprovaria o histórico projeto do Pacote de Abertura Democrática, que consistia em vários projetos de leis que desfavoreciam o regime. A Lei de Anistia seria liberada, e vários políticos exilados voltariam ao Brasil; o governo voltaria a denominar-se uma República presidencialista socialista, como era durante o governo Prestes; assim como houve a introdução do multipartidarismo, que levou a vários grupos abandonarem o PCB e fundar partidos próprios, assim como o surgimento do Partido Operário Brasileiro, que diferente de vários partidos que surgiram dissidentes do PCB, este surgiu em uma causa independente.

O PAD acabaria irritando a linha-dura do Partido Comunista que exigia a renúncia do então presidente Lamarca. Apesar disso, Carlos Lamarca acabaria assinando e extinguindo decretos, tais como o DG-7 (Decreto Governamental Número Sete), que viria por finalmente extinguir o fim da censura. A Rede Tupi, assim como a Diários Associados voltariam a ser um grupo privado, além do ressurgimento da Rede Globo, Record, e o surgimento de emissoras novas, como a TVS, do empresário Silvio Santos, e a Rede Manchete, de Adolfo Bloch.

O PCB, em 1982, teria um pouco menos de 1/3 do Senado e apenas 2/5 da Câmara dos Deputados. Com o fim da ARPN, os comunistas estariam vendo seus antigos opositores do MDB elegendo um maior número de cargos políticos, e o surgimento de novos partidos, dissidentes de antigos membros do PCB, além do próprio PT. Em 1985, houveram novas discordâncias, e com isso, a linha-dura do partido com alguns membros moderados finalmente racham, e formam o Movimento Revolucionário Oito de Outubro, ativo desde então, apenas renomeado como Partido Pátria Livre em 2009.

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