| Partido Federal | |
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| Líderes |
Primeiro: Edimilson Machado (1848-1852) Último: André Vitorino (1866-1870) |
| Fundador | Charles Fonçeca |
| Lema | Liberdade e Soberania para a nossa nação |
| Fundado em | Outubro de 1848 |
| Dissolvido em | 8 de janeiro de 1870 |
| Sucessor |
Partido Liberal (oficial) Partido Republicano Brasileiro (Autoproclamado) |
| Sede | Recife, DF |
| Membros (1866) | ~90,000 |
| Ideologia |
Liberalismo Liberalismo econômico Federalismo Nacionalismo Brasileiro Abolicionista (A partir de 1855) |
| Espectro político | Centro à Centro-direita |
| Cores | Verde |
| Parlamento Nacional (1870) |
112 / 300 |
O Partido Federal (PF) foi um partido político brasileiro que existiu da Independência Brasileira de 1848 até sua divisão em 1870. Foi criado em meados de outubro de 1848 pelo pai da pátria[1], Charles Fonçeca, sendo considerado o primeiro partido político no Brasil. Sua principal ideologia política era o Federalismo e o Liberalismo Econômico baseado nas ideias do britânico, Adam Smith.
O Partido foi criado 10 dias após a independência brasileira, na qual foi formado por militares e políticos apoiantes do Iluminismo. Nas eleições de 1848, o partido obteve conseguiu eleger seu fundador, Charles Fonçeca como presidente. Nas eleições parlamentares de 1850, obteve uma maioria no Parlamento Nacional, onde manteve até a sua derrota eleitoral para os conservadores e escravagistas confederados nas eleições de 1868. Após sua derrota e a perda de influência política, o PF foi dissolvido em 1870, onde foi dividido pelo Partido Liberal e o Partido Republicano Brasileiro, um deles que governaria posteriormente o Brasil anos depois.
O PF foi o primeiro partido político a governar o Brasil, governado o país por 20 anos, período esse que ficou conhecido como a ''Era Liberal''. Durante esses 20 anos, o PF estabeleceu políticas que fortaleceram as autonomias dos estados federativos, bem como foi responsável pela criação da constituição de 1849. A partir do governo de Floriano Canário, o PF começou a defender a abolição da escravidão e incentivou estados governados pelo partido a abolir a escravidão (como foi o caso do Rio de Janeiro, Mato Grosso e São Bento[2]). Tentou passar uma legislação de proibir nacionalmente a escravidão, que não foi passada devido ao grande número de abstenções do PF, que temia uma guerra de secessão.
Referências[]
- ↑ ''Pai da Pátria'' se refere a um título de líder que foi responsável pela Independência de tal país. No caso do Brasil, Charles Fonçeca é indiscutivelmente considerado como o ''Pai da Pátria Brasileira''.
- ↑ Os três estados citados foram considerados os últimos estados federativos não-sulistas a abolirem a escravidão. Foi a partir daí que a industrialização começou com exceção de São Bento e Mato Grosso que manteve a dependência agrária na economia.