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A Reconstrução Regencial, ou Regência Imperial, foi o segundo período regencial do Brasil, governado pela Princesa Isabel e seu marido Gastão de Orléans.

Como Dom Pedro II, pai de Isabel, abdicara do trono anos antes da restauração, Isabel, ao lado de seu marido, passou a ser a detentora do trono; mas o assumiu como regente por diferentes razões:

A sua idade avançada, ao contrário de seu herdeiro, que estava prestes a alcançar a maioridade para ser imperador e que, como uma figura jovem, poderia credibilizar um terceiro reinado como um reinado de renovação, para assegurar ainda mais a monarquia.

Evitar que a monarquia sofresse uma má reputação pública ou da imprensa a seguir por conta de sua imagem de mulher incapaz de reinar e voltada para o lar ou a imagem de seu marido, que foi veementemente difamado e caluniado publicamente ao ser utilizado de bode expiatório pela imprensa republicana no Segundo Reinado.

Aceitar as exigências da elite econômica rural de não tê-la como imperatriz como foram expressas pelo Barão de Cotegipe, quando perguntou-lhe o que achava da libertação dos escravos que ela promulgou: "Redimistes, sim, Alteza, uma raça, mas perdestes vosso trono"; e o juramento que ela fizera antes da contrarrevolução em resposta ao barão: "Mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos".

Modificar a estrutura do Estado e da sociedade, começando por reformas do Exército e compensações financeiras aos antigos proprietários de escravos e aos escravos, para aliviar o descontentamento e impedir novas revoluções.

Resolver conflitos militares, fronteiriços e diplomáticos para uma era de apaziguamento regional e evitar gastos e desperdícios militares no Terceiro Reinado, para evitar uma nova "Guerra do Paraguai".

Questão dinástica[]

Pedro de Alcântara estava prestes a atingir sua maioridade quando a guerra civil acabou. Entretanto, ainda naquele ano, 1896, ele conheceu Elisabeth, Condessa de Dobrzensky, com a qual quis se casar, cuja decisão foi rejeitada pela Princesa Isabel em razão da condessa não ter pertencido a uma casa que fosse ou tivera sido detentora do trono de um país. Ele insistiu no relcionamento com Elisabeth, o que foi uma das razões pela prolongação da regência. Até que ele em 1902, pela proposta de seu pai, Gastão, foi obrigado por Isabel a asssinar uma renúncia de seus direitos dinásticos sobre si e sua descendência, para que pudesse se casar. E assim foi feito, transferindo seus direitos dinásticos como primogênito a seu irmão mais novo, Luís Gastão, que logo foi coroado imperador no ano seguinte como Dom Luís I, aos seus 25 anos.

A Casa de Orléans e Bragança também foi fundada oficialmente por meio da resolução desse conflito familiar, em 1902. Pedro também foi registrado como um Orléans e Bragança, apesar de que as descendências dos irmãos foram divididas entre o Ramo de Vassouras, a linhagem detentora do trono, de Luís e de seus demais irmãos, e o Ramo de Petrópolis, a linguagem exclusivamente de Pedro.

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