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República Socialista do Brasil
1962-1986
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Republicademocraticadobrasil(fvma)  
Bandeirasocialistadobrasil
Brasãosocialistadobrasil
Lema: Povos de Toda a Nação, uni-vos!
Hino: Hino Operário Brasileiro; A Internacional
Gentílico: Brasileiro(a)
Mapabrasilbsgm
Capital Brasília
Cidade mais populosa São Paulo
Outras cidades Rio de Janeiro

Salvador
Porto Alegre

Língua Oficial Português
Tupi nôvo
Governo República presidencialista socialista (1962-1967; 1981-1986); Estado socialista (1967-1980)
Primeiro presidente Luís Carlos Prestes (1962-1966)
Último presidente Carlos Lamarca (1980-1986)
História 1962: Vitória democrática de Luís Carlos Prestes e João Amazonas (PCB)
1967: Auto-golpe de Carlos Marighella e instauração do Estado socialista
1980: Lei de Anistia e Abertura e Eleições democráticas
1985/86: Eleições diretas/Fim do regime socialista
Área 8 545 568,049 km²
Fronteira Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa (França), Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela
População 119 002 706 est. 1980
Moeda Cruzeiro Nôvo

A República Socialista do Brasil foi um estado predominantemente socialista na América do Sul que existiu durante 1962 a 1986. Inicialmente com caráter social-democrático, a república socialista, que era composta pelo bipartidarismo, passou a se tornar um Estado socialista unipartidário após um auto-golpe promovido pela linha-dura do Partido Comunista.

Em seus primeiros anos, o Brasil tinha sua economia planificada e era declaradamente uma República socialista, mas na prática havia sido implementado o sistema geral bipartidarista, e indireto, apenas para a presidência. Após o autogolpe de Carlos Marighella, o Brasil se tornaria um estado socialista semelhante a União Soviética, e as divisões regionais se tornariam repúblicas de jure.

Ainda no governo Prestes, ainda houveram a implementação da Reforma Agrária, a controversa perseguição a latifundiários, as reformas de base inicialmente propostas pelo ex-presidente João Goulart, e a mudança da bandeira nacional, que resgatava o projeto de Antônio da Silva Jardim.

O governo de Marighella foi conhecido pelo endurecimento do regime, censuras, implementação do unipartidarismo, a aproximação e eventual aliança com a União Soviética, e o antagonismo e tensão com os vizinhos argentinos, e a substituição do antigo DOPS pelo Departamento Nacional de Segurança (DENASE).

Maurício Grabois, que acabaria ser eleito por cima de Marighella, continuaria a represália do governo anterior, além de investir na propaganda, que seria impulsionada pela histórica vitória da Seleção Brasileira em 1970, e pelo aclamado Milagre Econômico.

Em 1975, João Amazonas assumiria após a morte de Grabois, e assim implementaria o início da abertura democrática com a extinção de órgãos como o DENASE, que seria reimplementado pelo Departamento de Segurança e Reintegração Social (DSRS). Apesar disso, a economia eventualmente acabaria por desacelerar, e a oposição no partido por crescer.

Após as próximas eleições, as primeiras após a reinstauração do bipartidarismo, em 1980, o ex-militar e militante Carlos Lamarca é eleito presidente da República. Do contrário de muitos, Lamarca se posicionava na ala social democrata do partido após uma desradicalização por discordar com as medidas dos governos de Marighella e Grabois.

O governo de Lamarca ficaria reconhecido pela criação da Lei de Anistia, aonde que no mesmo dia, Carlos Lamarca acabaria anunciando a reimplementação do multipartidarismo e novas eleições diretas, o que acaba frustrando a linha-dura do partido. Em 1983, há o encontro entre Lamarca e o presidente estadunidense Ronald Reagan, assim como em 1985, com o líder soviético Mikhail Gorbachov.

Em 1986, as eleições dariam vitória, pela primeira vez, ao candidato do MDB, o ativista Ulysses Guimarães, assim pondo fim ao governo socialista que vigorava há mais de 25 anos.

Na cultura, o governo se promovia pela ARPN, que era ainda mais impulsionada pelo prestígio e pela vitória na Copa do Mundo de 1970, e Pelé, mostrava-se como o garoto-propaganda do Brasil no esporte. O carnaval era um dos principais carros-chefe durante o regime.

Apesar dos sucessos do governo, boa parcela da cultura, principalmente na área da música, se desenvolveria para o lado desfavorável ao regime. O florescimento da Música Popular Brasileira, promovida por músicos social-democratas como Chico Buarque, Milton Nascimento e Dorival Caymmi, assim como a Tropicália, promovida por Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé, foram ativos combatentes culturalmente pela volta da democracia. O rock também foi desenvolvido por bandas como Os Mutantes e por Raul Seixas, e também pela Jovem Guarda.

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