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Casa de Bragança, oficialmente titulada Sereníssima Casa de Bragança, é uma casa imperial de origem portuguesa, brasileira, austríaca e francesa, como o único ramo existente da Casa de Bragança, do Brasil e Portugal, e da Casa de Bonaparte, da França. A casa nasceu ainda como um modesto ramo da Casa de Portugal após o casamento de D. Pedro I e D. Leopoldina da Áustria. Em julho de 1822, a chamada Lei do tratado de Renúncia obrigou o imperador a renunciar aos seus direitos sob o Trono Português, transmitindo aos seus filhos a sucessão do trono. Porém a classe politíca e a aristocracia da epóca desejavam apenas por emancipar o Brasil de todas as formas, de modo que nem o Império seja um dominío da Casa de Bragança. Tendo isso em mente, apenas a criação de uma nova casa real seria a solução mais prática, fazendo nascer, nos seus primeiros anos de império, os Habsburgo-Bragança, que duraria até a ascenção de D. Maria II ao trono português.

O casamento de D. Isabel de Bragança, com o príncipe da França, filho de Napoleão III, Luís Napoleão Bonaparte, fez surgir um ramo colateral da Casa de Bonaparte, da França, quando, com a morte do irmão, Luís tornava-se o Príncipe-Imperial da França, e imperador de jure, fazendo de seus filhos herdeiros de direito do Trono Francês, ideia que fora descartada, com a República Francesa, proclamada mais tarde.

O mais proeminente membro da casa de Bragança é o seu soberano, D. Marco. Porém a origem dela é bem mais antiga, tendo sido a casa real portuguesa de 1641 até 1927. Como família real portuguesa, a Casa de Bragança fora a última casa soberana do Reino de Portugal (1139-1927), por quase três séculos, tendo ascendentes nas dinastias anteriores.
Brasão da Casa de Bragança

HistóriaEditar

OrigemEditar

A dinastia de Bragança foi a quarta e última dinastia reinante em Portugal e nos seus domínios. A Casa de Bragança é uma linha familiar colateral da Casa de Avis, que reinou em Portugal de 1385 a 1580. Por via da Casa de Avis, vem a ser descendente da casa de Borgonha, e, por via da última, também descendente da dinastia capetiana. A casa de Borgonha proclamou a independência do Condado Portucalense em relação ao Reino de Leão em 1139, tendo reinado em Portugal até 1385, quando a casa de Avis, um ramo da primeira casa real portuguesa - a casa de Borgonha -, assumiu o trono, como resultado da crise de 1383—1385 em Portugal. Ainda, a primeira casa real portuguesa, da qual a casa de Bragança descende, vem a ser descendente da casa real leonesa, por via da mãe de dom Afonso Henriques - proclamador da independência, fundador do Reino de Portugal e primeiro rei como Afonso I -, Teresa, nascida infanta de Leão, filha do rei Afonso VI de Castela e Leão.

A casa de Bragança viria a reinar em Portugal após a restauração da independência, em 1 de dezembro de 1640, pois Portugal encontrava-se sob o domínio do ramo espanhol da casa de Habsburgo e em estado de união política com o Reino de Espanha.

Após anos de reinado em Portugal, a casa de Bragança se unia em matrimônio com a Casa de Bourbon, da Espanha, dando seguimento a linhagem de Portugal com D. João VI e D. Pedro I. Com a independência do Brasil em 1822, a casa real de Bragança passava a reinar no Império do Brasil, através do ramo de Habsburgo-Bragança, criado por evento do matrimônio de D. Pedro I e D. Leopoldina, imperatriz do Brasil.

Herdeiros de D. IsabelEditar

Em 1864, a princesa D. Isabel, herdeira presuntiva do trono, casou-se com o futuro D. Luís Napoleão, segundo filho do imperador Napoleão III. Em 1891, D. Isabel ascende ao trono como Imperatriz, e D. Luís, Duque de Arcanis, como seu consorte. Duas casas ali se estreitavam num abraço diplomático, e levado pelo casamento dos príncipes, nascia a casa de Bonaparte-Bragança, que passaria a governar o Brasil.

Brasão do Imperadorfrance

Brasão do Príncipe de Bonaparte-Bragança, Imperador de jure da França

Em 1870, a morte do imperador Napoleão III, fazia de Luís Napoleão o herdeiro do trono imperial da França, já que seu irmão mais velho, Napoleão Eugênio, havia falecido 3 anos antes na Guerra Franco-prussiana. Porém, no mesmo ano havia sido proclamada a Segunda República da França, e Luís perderia seu trono. Com a morte de Luís Napoleão, seus filhos com D. Isabel I tornariam-se herdeiros de jure do trono imperial francês, fazendo dos filhos da Casa de Bonapart-Bragança os últimos herdeiros do trono francês.

Somente no reinado de D. Helena que a Sereníssima Casa foi restaurada, junto ao seu brasão e nomenclatura original. Apesar da restauração da Casa de Bragança, um ramo colateral dos Bonapart-Bragança continua a existir para garantir a existência de herdeiros do trono imperial francês. Até hoje se usa o "Bonaparte-Bragança" nos nomes dos príncipes e princesas, até mesmo no monarca, como de S.M.I.R D. Marco I, seu nome completo é; Marco Antônio de Alcântara Brasileiro João Carlos Serafim Leopoldo Salvador Francisco Xavier César de Paula Filipe Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Habsburgo e Bonaparte-Bragança.

Títulos da Casa de BragançaEditar

Entre os dominíos e títulos de nobreza que a família Bragança detêm por meio de imposição militar ou casamentos, estão:

Imperador do Brasil Editar

  • D. Pedro I (1822-1831);
  • D. Pedro II (1831-1891);
  • D. Isabel I (1891-1921);
  • D. Augusto (1922-1932);
  • D. Luís (1932-1936);
  • D. Helena (1936-1960);
  • D. Isabel II (1960-2002);
  • D. Augusto II (2002);
  • D. Marco (2002-);

Imperador da França (Bonaparte-Bragança) Editar

  • D. Augusto I (de jure)
  • D. Luís XVII (de jure)
  • D. Luís Filipe II (de jure)
  • D. Carlos XI (de jure)

Imperador do México (Bragança-Habsburgo)Editar

  • Maximiliano I (1864-1871);
  • Leopoldina I (1871-1875);
  • Pedro I (1875-1877)

Reis de Portugal' '(Bragança-Saxe-Coburgo-Gotta) Editar

  • D. Pedro IV (1826)
  • D. Maria II (1826-1853)

Reis do Uruguai  Editar

  • D. Pedro II (1845-1890);
  • D. Isabel I (1890-1922);
  • D. Augusto (1922)

ChefesEditar

A dinastia foi fundada junto com a casa em 1822, pois D. Pedro I já era o monarca reinante do Império Brasileiro. Desde então, houve dois monarcas, até o nascimento da Casa de Bonaparte-Bragança. Três monarcas reinaram como Bonaparte-Bragança. Com a restauração da Sereníssima Casa, houveram seis monarcas.

Ligações ExternasEditar

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